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O lado mais humano de Shyamalan em “Batem à Porta”

Quando o nome M. Night Shyamalan é mencionado a primeira coisa que nos vem à mente são as tramas que criam expectativas em relação a grandes reviravoltas. Nos últimos tempos, o cineasta indiano é mais conhecido pela filmografia um tanto irregular e divisiva. “Batem à Porta” pode não ser um ponto de virada, uma vez que não chega a ser nenhuma unanimidade. Mas, ao menos, mostra, de forma mais explícita do que em outras obras um lado bastante humano do cineasta.

Durante as férias em uma casa na floresta, a garota Wen e seus pais Eric e Andrew são feitos reféns por estranhos armados que exigem que a família faça uma escolha extrema para evitar o apocalipse. A princípio há a certeza de que se trata apenas de um grupo de lunáticos. Posteriormente, a dúvida começa a tomar forma.

Batem à Porta

A potência narrativa de Shyamalan com sua maneira imbatível de emaranhar o espectador estão intactas. Por mais que haja um gosto amargo de decepção no final (algo recorrente nos últimos filmes) e um incômodo causado por alguma eventual inverossimilhança, é inegável a habilidade do diretor/roteirista de nos tornar reféns de suas tramas que propõem um mistério a ser solucionado. Essa é a primeira vez desde Depois da Terra que Shyamalan divide a escrita, mas aqui o resultado é muito melhor.

Trata-se da adaptação do livro “O Chalé no Fim do Mundo” de Paul Tremblay, lançado em 2018, e parece mesmo ter sido escrito para se tornar um filme de Shyamalan. A trama tem como ponto central o altruísmo e como ele conflita com a autopreservação. Além de o casal vivido de forma inspirada por Jonathan Groff e Ben Aldrige gerar empatia, o mesmo faz o quarteto de invasores vividos por Nikki Amuka-Bird, Abby Quinn, Rupert Grint e um surpreendente Dave Bautista, mostrando ser muito mais do que o Drax de “Guardiões da Galáxia”. A menina Kristen Cui também merece destaque.

“Batem à Porta” pode não ser o melhor longa do cineasta, e gerar discussão entre os cinéfilos, mas merece a devida atenção (incluindo pelo belo trabalho de fotografia de Jarin Blaschke e Lowell A. Meyer, que remete a clássicos do terror dos anos 80). Um trabalho minimalista no melhor sentido, que deixa latente a grandeza do diretor.

Batem à Porta

Batem à Porta
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Nota: Ótimo - 7/10 Estrelas
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