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Se eu fosse você iria para o Divã

diva-posterNão considero Se Eu Fosse Você o grande filme nacional do ano, não sei bem porque, mas algo naquele filme me incomoda tremendamente. Podem ser os atores, a direção ou aquela sensação de que estou assistindo a uma novela da Globo no cinema.

Para falar a verdade, nunca fui muito fã do cinema nacional, sempre achei que nosso cinema poderia ser mais ousado e contar menos histórias de presídios, favelados, traficante e nos mostrar um pouco mais de magia e ficção, nada que seja o novo filme da Xuxa ou do Didi, porém como tudo na vida, há exceções.

diva-01Divã é uma exceção, não porque apenas foge ao estereótipo mencionado acima mas porque faz parte de um tipo de filme nacional que anda crescendo, o das adaptações. Após a vez dos seriados, como Os Normais, Casseta e Planeta e A Grande Família, as peças de teatro também começam a virar filmes.

Divã é a adaptação cinematográfica da peça de de mesmo nome com Lília Cabral, Alexandra Richter e Marcelo Valle, texto de Martha Medeiros e direção de Ernesto Piccolo. Tanto a peça quanto o filme contam a história de Mercedes, uma mulher de quarenta anos, casada, mãe de dois filhos e com a vida estabilizada que ao procurar um analista por curiosidade, acaba tendo uma experiência envolvente, onde descobre outras diversas facetas que ela reprime no dia-a-dia numa verdadeira redescoberta de si própria. A diferença no filme ficou por conta dos quatro papéis representados na peça por Marcelo Valle, nos cinemas são atores diferentes.

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O grande diferencial de Divã é justamente a temática simples, sem muita ambição, uma dona de casa que acha que leva a melhor vida do mundo e ao ir por curiosidade ao analista começa a se redescobrir e encarar as dificuldades de seu casamento, a monotonia de sua vida e o vazio de sua vida pessoal. Quantas pessoas não conhecemos que poderiam estar no papel de Mercedes? A diferença é que o filme apresenta todas as dificuldades de Mercedes com muito bom humor.

diva-03Lilia Cabral está ótima no papel da protagonista, a maneira como ela fala, as situações em que se mete são hilariantes, a primeira consulta dela no analista, a cena da boate gay, entre outras.

O filme com certeza vai cair no gosto popular, por isso não perca a oportunidade de assistir um bom filme nacional algo que não via desde Saneamento Básico.

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3 Comentários

  1. Eu quero assistir este também, minha mulher tá louca pra ver. Mas eu gostei de “Se eu fosse você”…

    Sobre o cinema nacional. Eu acho que os diretores nacionais tem medo de fazer algo muito “hollywood” e acabam pecando por isso. Acham que está fora da realidade da população, mas pense bem, aqueles filmes que mais tem publico nos cinemas estão muito fora da realidade do Brasil (em sua maioria nem perto da realidade do país de origem dele estão. =P) e mesmo assim acabam sendo ótimos filmes.

    Concordo demais que os filmes nacionais precisam ser mais ousados!

  2. Fiquei facinada com a sensibilidade e bom humor que é demonstrado o universo feminino no filme O Divã, de imediato pensei mesmo ser uma mulher a ter escrito, só mesmo uma mulher para entendereste universo e retratar com tanta riqueza de detalhes. Tantas são as Mercedes que se encontram escondidas pelos pontos do mundo, sem ainda ter descoberto a potencialidade de ser feliz que existe em si mesma, procurando sempre subterfugios para ser feliz em alguem ou algo quando a felicidade esta em coisas simples . Viva a Vida…