É difícil de acreditar, mas já se passaram mais de 15 anos desde que Toy Story 3 chegou aos cinemas e destruiu emocionalmente o público ao redor do mundo. Para a maioria dos fãs, aquele parecia o desfecho inquestionável: Andy deixando a infância para trás, indo para a faculdade e entregando seus antigos companheiros para uma nova geração. Era o fim perfeito.
Mas aí veio o quarto filme, e agora, Toy Story 5 prova que a Disney e a Pixar não parecem nem um pouco dispostas a guardar essa caixa de brinquedos no armário. A pergunta que fica no ar na comunidade pop é inevitável: a franquia passou do ponto de parar?
A filosofia Pixar: Brinquedos foram feitos para serem passados adiante
Em entrevista ao CinemaBlend, o diretor de Toy Story 5 e mente criativa por trás de todos os filmes da saga, Andrew Stanton, foi questionado diretamente sobre se a franquia um dia terá uma conclusão definitiva. Segundo ele, a própria natureza dos brinquedos justifica a longevidade das histórias:
“Eu decidi isso há muito tempo. Só acho que precisa ser feito do jeito certo. Tudo gira em torno da jornada das crianças e, depois, da transição para outra criança. Então, espero que isso seja honrado.”
Ou seja, enquanto o público continuar comparecendo aos cinemas e os criadores da Pixar se sentirem inspirados, não precisaremos nos despedir de Woody e Buzz tão cedo. E se depender da co-roteirista do novo filme, Kenna Harris, o céu é o limite: ela brincou que podemos esperar até um inevitável “Toy Story 100”.
Um recado direto para os puristas e “haters” de sequências
Para aqueles que defendem com unhas e dentes que a franquia deveria ter parado no terceiro capítulo, Stanton tem uma resposta curta e grossa: “Ninguém está sendo roubado de sua trilogia”. O diretor reforça que os três primeiros filmes continuam intactos e que assistir às novas sequências é puramente opcional.
Desde que a história migrou para o quarto da pequena Bonnie, a Pixar encontrou um novo fôlego. E, ao contrário do que os pessimistas previam, as primeiras críticas de Toy Story 5 já estão saindo e são amplamente positivas. Os especialistas estão aclamando o longa como “um exame inteligente sobre a evolução da tecnologia e seu efeito nas crianças”, destacando que o filme transborda o clássico “coração” e “convicção” que consagraram o estúdio.
Tecnologia, protagonismo e… Taylor Swift?
Se até o lendário Tom Hanks admitiu ter ficado hesitante quando ouviu falar sobre um quinto filme, o conceito final acabou convencendo o ator a retornar. Desta vez, a trama mergulha de cabeça em como as telas e os dispositivos digitais estão mudando a infância moderna.
Além disso, o novo longa traz novidades de peso na estrutura:
- Jessie no centro da trama: O filme finalmente dá o merecido protagonismo à cowgirl, explorando mais a fundo as suas origens.
- Convocação de peso para a trilha: Para acompanhar o arco emocionante da personagem, a produção adicionou uma música inédita e doce de ninguém menos que Taylor Swift. Tendo a cowgirl como protagonista, tudo a ver a música tema ser de Taylor, que iniciou sua carreira no country pop.
Trinta anos de história e contando
Completando mais de três décadas desde o lançamento do filme original de 1995, Toy Story continua provando sua capacidade de se reinventar. Resta saber se o público continuará com o mesmo entusiasmo quando a Disney anunciar a estreia de Toy Story 24.












