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Desespero e harmonia em 2D

Admito que errei ao pré-julgar a inovadora mistura de Ice Climber com o já devidamente consagrado Castlevania.

Cara de Castlevania Blood Lines, focinho de Castlevania Symphony of the Night, Castlevania Harmony of Despair é minimalista, caprichado na diversão e deixa claro que não há muita história pra contar quando o assunto é ação em 2D. O game, elucidando melhor, trata-se de uma contagem regressiva de média de vinte cinco minutos que varia de acordo com o tamanho do mapa, e sua missão é sempre aniquilar um alvo de localização previamente identificada ao inicio da tal contagem.

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Acredito que já se façam essas misturas de temáticas, texturas antigas, trilhas sonoras no formato antigo e etc… Mas em Castlevania Harmony of Despair, dá para identificar bem o trabalho que deve ter dado para fazer aquele monte de detalhes nos cenários – que são inteiriços e gigantes. Algumas alavancas e puzzles fazem uma diferença, mas não chega a ser o pior dos empecilhos.

Dessa vez, gera-se a confusão em forma de pergunta: contando com a plataforma de muitos bits do playstation 3 ao invés dos ultrapassados consoles de 8 bits, Armony of Dispair é um jogo novo com com temática antiga. Ou seria uma nova engine para um jogo antigo?

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Comecei a jogar fazem poucos dias e posso afirmar que é um jogo bem minucioso e perturbadoramente justo. Digo perturbador, pois cada inimigo na tela em combate com você requer uma estratégia específica e diferente.

Pra quem já terminou ou chegou perto de terminar algum Castlevania, sabe que não se quebra uma corrente com um chicote ou sem nenhum skill de nível alto. Por sua vez, falando em “níveis”, diferente do tradicional, os personagens neste jogo são dos mais variados mesmo. Eis a lista: Soma Cruz, Alucard, Jhonathan Morris, Julius Belmont, Charlotte Aulin e Shanoa, todos muito bem caracterizados e representados nesta versão. Tem até o Alucard se transformando em lobo.

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Resumindo, é praticamente um RPG completo, cada um com suas habilidades mágicas, armas, equipamentos alguns itens específicos. Mas os capacetes, armaduras… seguem os padrões habituais. E isso tudo fora os pacotes de atualização, também à venda, ainda não adquiridos por mim.

Recomendo muito Castlevania Harmony of Despair e garanto que diverte mais ainda no modo multiplayer – que não precisa ser necessariamente online, dá pra jogar com o amiguinho do lado. Digo mais, depois desse, ou melhora muito no roteiro ou a continuação de Lords of Shadows para Playstation III vai passar por apuros na lista de vendas.

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