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Resenha: Mass Effect 2

Plataforma: PC, Xbox 360, PS3
Gênero: RPG
Selo: Eletronic Arts
Desenvolvedora: Bioware
Lançamento: 26 de Janeiro de 2010

No último Topscore, elegemos Mass Effect 2 o jogo do ano aqui no Ambrosia, por isso, resolvemos aproveitar o seu lançamento para PS3 essa semana e trazer para os nossos leitores uma resenha completa desta obra prima da Bioware.

O primeiro Mass Effect era um RPG muito legal, mas que sofria de alguns problemas em termos de andamento e gameplay. As missões com o veículo Mako para explorar planetas eram muito entediantes e as mecânicas de combate não eram tão bem feitas quanto deveriam. O jogo só poderia realmente ser julgado como muito bom por causa de sua fantástica história, cenários e personagens riquíssimos e as mecânicas de interpretação e escolhas que dosam na medida certa a ação pré-escrita com o impacto das suas escolhas fazendo com que cada Comandante Sheppard seja um personagem único e diferente (onde a Bioware faz escola, pois nenhum outro RPG eletrônico se aproxima tanto da contra-parte “real” quanto aqueles feitos por esta empresa canadense) .

Mass Effect 2 é merecedor de estar listado na metacrítica como o melhor RPG eletrônico já lançado, pois ele consegue unir todo este escopo de características rpgísticas densas (interpretação, escolhas, cenário e história) com um gameplay fluído e extremamente bem feito (tiro em terceira pessoa, uso de poderes bióticos e mecânicos, opções de estratégia tanto em tempo real ou em combate pausado, armas e comandos responsivos, boa I.A., excelente mecânica de cobertura e boa resposta de colisão). Realmente é raro enxergar RPGs que combinam tão bem estas duas esferas. Vejamos os melhores RPGs de 2009, Dragon Age e Demon’s Souls, enquanto o primeiro (também da Bioware) era impecável no quesito escolhas, cenário e interpretação, o jogo pecava em muitos aspectos mecânicos (e parece que a continuação tem Mass Effect 2 como inspiração, e deve ser ainda melhor que o primeiro jogo), já Demon’s Souls era apenas mecânico e quase não tinha interpretação e história (e mesmo assim foi um dos títulos mais fantásticos que pude jogar nos últimos anos).

Enredo

Depois da destruição do primeiro Reaper em Mass Effect 1 a humanidade goza de um novo status na comunidade galática, mas infelizmente a mesma se recusa a admitir que a guerra não acabou e Sheppard se vê forçado a cooperar com um antigo inimigo, que agora parece ser o único disposto a ajudar o universo a se ver livre das ameaças sintéticas, a organização supremacista humana Cerberus.

O grande problema agora são os colecionadores, uma raça bizarra que vive nos confins da galáxia conhecida. Diversas colônias humanas estão sendo atacadas e seus habitantes sequestrados para servir a estranhos propósitos. Para enfrentar estes alienígenas insectóides Sheppard tem que formar um novo grupo de operativos. E este é um dos pontos centrais de todo o jogo, a formação de uma equipe, que inclui não só missões muito diferentes para recrutar os 12 personagens (na verdade dez, já que sua equipe já começa com os operativos da Cerberus Miranda e Jacob), como também missões pessoais de cada um deles para garantir que os mesmos se tornam membros mais leais da sua operação, o que possibilita que os jogadores verdadeiramente conheçam estes personagens virtuais, capazes de trocar horas de diálogos e construir relações sólidas de amizade e romance entre Sheppard e eles.

Outra questão relevante é sua interação com o primeiro game da série, onde é possível importar o seu save game de Mass Effect 1 que reconhece e adapta as dezenas de decisões tomadas para que você comece o jogo exatamente com o mesmo Sheppard que você jogou inicialmente. O mais legal é que não somente as grandes decisões são passadas para a sequência, várias pequenas missões acabam mostrando seu impacto aqui.

Em suma, Mass Effect 2 possui uma vasta história situada no melhor universo de ficção científica concebido nos últimos anos.

Jogabilidade

Certamente as mais importantes mecânicas do jogo são aquelas que possibilitam a interpretação e as possibilidades de escolha, da roda de diálogo (implementada desde o primeiro game) as opções Paragon e Rengade, que agoram podem ser usadas como ações durante as cutscenes.

O sistema de evolução e “árvores de talentos” foi simplicado, com menos poderes e níveis, restando apenas os melhores e mais aplicáveis. Todos eles podem ser usados com teclas/botões de atalho ou na tela de selação de poderes quando a ação é pausada. As mecânicas de tiro em terceira pessoa são muito bem executadas, rivalizando-o os melhores do gênero. É muito fácil conseguir se valer de cobertura, ou sair da mesma para encontrar uma nova. As armas são todas genuinamente diferentes mas são igualmente responsivas e eficientes. O sistema de colisão funciona e você realmente é capaz de perceber que seus tiros realmente acertam os locais que você deseja, principalmente porque o game possibilita que você derrube armas e as vezes  membros do adversários.

Por fim a inteligência artificial do jogo, tanto dos seus aliados quantos dos seus adversários me pareceu funcionar muito bem, certamente o seu grupo é mais eficiente quando você está dando comandos no modo pausado, mas para aqueles que preferem jogar com a ação rolando o tempo todo, pode ficar tranquilo porque o jogo também funciona bem para esse estilo de jogar.

Apresentação

A Bioware aprendeu a usar melhor a sua engine, e traz um jogo com excelentes gráficos. Existe um certo aspecto de plasticidade nos modelos humanos, mas este não compromete de forma alguma o visual do game. Mass Effect 2 também se destaca pela impecável direção de arte, todos os planetas, espécies e personagens parecem únicos e apresentam traços muito marcantes. Omega é um exemplo perfeito da sub-cultura espacial e possui diferenças marcantes como o mundo Asari Ilium ou a Cidadela.

Um dos fatores de maior destaque do jogo é o som. Primeiramente graças as brilhantes interpretações dos atores responsáveis pelas vozes dos personagens, destaque para Martin Sheen como o excelente Illusive Man e Seth Green como o melhor piloto da Galáxia: Joker, e claro para a belíssima Yvone Strahovsky que cedeu seu corpo e sua voz para dar vida a Miranda Lawson, a primeira humana realmente bonita do jogo (por que a Tenente Ashley do Primeiro Mass Effect era muito fraquinha, por isso recomendo a Assari Liara).

Além do excelente elenco de vozes, devemos dizer também que o jogo conta com uma fantástica trilha sonora completamente de acordo com a temática e os momentos do jogo. Vale dizer a trilha é tão legal que nós recomendamos a compra da edição de luxo digital para usuários de PC, que já vem com dlcs, documentários, CD, quadrinhos, tudo isso junto com o game (e as vezes você consegue compra-la pelo Steam por menos de 30 dólares).

Conclusão

Mass Effect 2 é sim um dos melhores RPGs eletrônicos já produzidos, se você ainda não o jogou recomendamos seriamente que o faça, cabe a você decidir ou não se o primeiro Mass Effect vale ser jogado (nós recomendamos muito), mas a experiência do segundo é certamente melhor para quem já conhece o cenário. Também recomendamos o resto do Universo de Mass Effect, que graças ao seu enorme sucesso já possui algumas histórias em quadrinhos bem como três romances.

Portanto, não perca tempo e experimente o melhor jogo de 2010!

Apresentação: 4.5/5
Enredo: 5/5
Jogabilidade: 4.5/5
Fator Replay: 4.5/5
[xrr rating=4.8/5]
  • Caralho! Mass Effect é realmente um jogaço!!!! Mas discordo quanto ao primeiro, também ele merecia estar entre os melhores rpgs da história!

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