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“A Marca de Atena” foca mais em Annabeth e na Mitologia Romana

Se não bastasse toda a aventura de Percy, Hazel e Frank lá no Alasca em “O Filho de Netuno”, Percy acaba se tornando pretor do Acampamento Júpiter junto com Reyna, e agora precisa convencer a todos que seus amigos – que estão vindo num navio de guerra voador e já bem próximos do Acampamento – estão em missão de paz. Os campistas romanos se colocam todos em posição, quando Término avisa que uma ameaça está chegando. Assim começa “A Marca de Atena” (Editora Intrínseca – 480 páginas).

Os campistas não sabem muito como reagir. Percy ao ver Annabeth desembarcar do navio, corre ao seu encontro e os dois se beijam. Diante de tal cena, todos decidem baixar um pouco a guarda e irem até o fórum discutir qual será o próximo passo. Octavian se mostra muito desconfiado e Leo o convida para fazer um tour pelo Argo II.

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Já Annabeth não está sendo ela mesma desde que estavam perto de pousar. Ela tem sentido esses estranhos calafrios e a sensação de que algo vai dar muito errado.
No fórum, começa a discussão sobre a nova missão e se os gregos são realmente confiáveis. Percy e também Jason saem em defesa dizendo que a hora é de união, ou então, Gaia irá triunfar. É quando ouvem explosões vindas de fora e o clima acaba esquentando. Tiros estão sendo disparados do Argo II e eles não sabem o motivo. Os romanos se sentem traídos e ameaçam prender os gregos, que tentam explicar o que está acontecendo, em vão. Eles fogem para o navio e vão embora, prometendo concluir a missão e mostrar que não são inimigos. Mas Annabeth está ainda mais nervosa pois sua mãe lhe passou uma complicada missão, partir em busca da Marca de Atena e recuperar algo há muito tirado dela.
No caminho, eles vão enfrentar inúmeros perigos incluindo um encontro com um dos mais famosos filhos de Zeus, Hércules, a quem a fama não fez muito bem; desvendar de vez a conexão do passado que existe entre Leo e Hazel, despistar os romanos em seu encalço, lutar contra monstros marinhos, e tudo isso em apenas cinco dias, ou Nico, que está preso em uma escura prisão imposta pelos gigantes gêmeos Oto e Elfiates, não irá sobreviver. E em uma difícil missão paralela, temos Annabeth, que deve atender ao pedido da mãe e descobrir sozinha que antigo inimigo a está aguardando em um escuro labirinto e, caso triunfe, talvez consiga ganhar a guerra e quem sabe também, a confiança dos romanos.

No terceiro livro da saga, Riordan, procurou dividir bem a importância dos personagens, mas focou um pouco mais em Annabeth. Antes ela costumava apenas auxiliar Percy em suas missões, mas agora, conquistou uma apenas para ela. Dessa forma, ficamos conhecendo um pouco mais de sua personalidade e como ela enxerga seu lugar entre os amigos e até com o próprio Percy, surpreendentemente se mostrando bastante insegura certas vezes, o que difere do que temos visto até então. Na parte da mitologia, o destaque foi sem dúvida mais para a parte romana, já que agora os heróis estavam de fato em tal território, abrindo assim, outro leque de incríveis contos e mitos enriquecendo ainda mais a trama.
Ao chegarmos mais próximos do final (só tem mais dois livros a caminho), fica difícil saber como as aventuras irão se desenrolar daqui para frente, assim como perguntas referentes ao futuro dos dois acampamentos e quem ficará onde, já que nossos semi-deuses estão bastante unidos. O que sabemos é que Riordan se dedica muito a esse universo e certamente não irá decepcionar seus fãs.
O quarto livro da saga, “A Casa de Hades”, será lançado amanhã, 08 de Outubro, simultaneamente com os Estados Unidos. Só correr para as livrarias e garantir o seu.
casadehades

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