Ultimamente ando impressionado com a quantidade de vampiros que andam a solta, parece que após o sucesso da saga de Crepúsculo a franquia de vampiros voltou a se tornar interessante, porém diferente do sucesso estrondoso dos livros de Stephanie Meyer esses vampiros não possuem o mesmo apelo que Edward Cullen.
O livro Marcada da série House of Night assim como o seriado The Vampire Diaries (que é baseado em um livro) tentam sem sucesso se tornarem um sucesso como Crepúsculo, porém este artigo é dedicado ao livro da vampira neo -pagã Zoey Redbird.
O primeiro erro do livro é mudar a mitologia vampírica, tudo bem que cada autor muda determinada peculiaridades dos vampiros, mas tornar o vampirismo em uma mutação genética? Que é uma coisa natural no mundo? Para depois tentar enfiar pela goela do leitor um monte de baboseira pagã? Por favor! É a coisa mais ridícula que já li!
O livro faz parte de uma série de 6 livros intitulada de House of Night e mostra a história de Zoey que foi marcada e tem que ir estudar na Morada da Noite e dentro de 4 anos se tornar uma vampira, isso se a transformação não a matar antes (isso mesmo para se transformar em vampiro leva-se 4 anos).
E os vampiros possuem uma marca na testa em forma de lua que parece uma tatuagem…mas espere, onde eu já li uma história onde o personagem principal tinha uma marca na testa, tinha que ir estudar em uma escola típica para seu povo?
Pois é isso mesmo, Marcada para mim nada mais é do que Harry Potter com vampiros, Zoey descobre o mundo mágico dos vampiros e logo em seu primeiro ano se consagra como a grande sensação do mundo vampírico, temos a amiga fiel, o amigo super inteligente, a rival, a professora que tem uma afinidade especial por ela, os parentes que não suportam as mudanças sofridas por ela, tudo é muito parecido com o universo de Potter, até mais do que Percy Jackson.
Porém o que me fez detestar a obra de P. C. Cast e Kristin Cast foi o fato de os personagens serem muito superficiais tudo bem que o livro fala de coisas mais abertamente do que qualquer outro que já li, nos capítulos iniciais temos uma passagem onde se relata uma tentativa de sexo oral, mas nem essa ousadia o salva.
Isso sem mencionar o fato da mitologia pagã que foi inserida no contexto, remetendo-se a cumprimentos, saudações e rituais. Ao tentarem apresentar algo novo as autoras apresentam um trabalho que beira a mediocridade, enquanto Meyer opta por um singelo discurso relatando nos mínimos detalhes as sensações mais pueris da adolescência, as Cast decidiram seguir por um caminho mais escrachado.
Prefiro continuar com as aventuras de Percy Jackson do que continuar lendo os desencontro e descobertas de uma vampira neo-pagã superficial.










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