O dia do imigrante no Brasil e o mito da democracia racial

O Brasil é um país extremamente miscigenado formado pela união de diversos povos que vieram ao país ao longo dos séculos e integraram elementos à nossa cultura. Como forma de celebrar essa questão foi instituído no Brasil o Dia do Imigrante, em 25 de junho. Os primeiros e principais grupos que chegaram ao país foram…


O Brasil é um país extremamente miscigenado formado pela união de diversos povos que vieram ao país ao longo dos séculos e integraram elementos à nossa cultura. Como forma de celebrar essa questão foi instituído no Brasil o Dia do Imigrante, em 25 de junho.

Os primeiros e principais grupos que chegaram ao país foram portugueses, espanhóis, italianos, alemães, turcos, libaneses e japoneses. Uma parte importante da ancestralidade dos brasileiros também é negra, resultado da chegada dos africanos escravizados, que representa o capítulo mais infeliz da nossa história.

Mas antes mesmo de todos esses povos chegarem ao território brasileiro, já existiam os povos originários vivendo aqui com suas próprias culturas, há milhares de anos. Esses povos sofreram com a invasão que causou, não só roubos das riquezas da terra, proliferação de doenças desconhecidas, mas também um dos maiores genocídios da época.

E apesar de a maioria da cultura brasileira ser uma mistura de diversos povos que integram nosso território e costumes diferentes, nem todos esses povos são imigrantes, já que vieram ou em deslocamento forçado ou fugidos ao país, como os escravos e refugiados.

A miscigenação brasileira gerou a crença da democracia racial, que tenta negar a existência do racismo no Brasil. Mas é um mito, já que indicadores de acesso a direitos básicos, como saúde, educação, renda e emprego mostram que há ampla desigualdade de oportunidades no país. Por exemplo, em 2016, segundo o IBGE, a taxa de desemprego era maior para pardos e negros. Além disso, uma pesquisa do IPEA mostrou que de cada sete indivíduos assassinados, cinco são afrodescendentes. Ainda segundo a pesquisa, no populário brasileiro existem muitas piadas e termos racistas, que muitas vezes são vistos como brincadeiras, mas na realidade são crimes que reforçam estereótipos e a discriminação.

Jessé de Souza, sociólogo, advogado, professor universitário e escritor crítico da democracia racial comenta no texto Democracia racial e multiculturalismo: a ambivalente singularidade cultural brasileira, que a democracia racial foi “fabricada pelas elites brancas, já unidas entre si, de modo a evitar o espírito de revolta dos negros que tantas vezes já havia se mostrado no período colonial”.

Os cativos da época da colonização passaram por diversos processos que os forçaram a esquecer de suas origens e os proibiram de praticar sua religião e cultura. A adaptação no território do Brasil não foi espontânea e por vontade própria dos africanos, como os imigrantes de outros países,  mas foi forçada e com muito sofrimento envolvido.

Outra ideia propagada no Brasil é ser extremamente receptivo com os estrangeiros, porém, na vida real, não é verdadeira quando vemos a situação dos refugiados.

Hoje em dia pessoas de muitas nacionalidades escolhem o Brasil como destino. Alguns com vontade própria, outros fugidos de contextos socioeconômicos ou políticos e guerra em seus países de origem. Segundo o Relatório Anual do Observatório das Migrações Internacionais 2021 (OBMigra), a presença de imigrantes, solicitantes de refúgio e refugiados no Brasil cresceu exponencialmente nos últimos 10 anos. Mas aqueles que buscam refúgio no país também se integram ao país de forma forçada e nem sempre tão receptiva.

Com tantas nações misturadas no DNA brasileiro, a busca pela ancestralidade aumentou nos últimos anos. O seu resgate pode ser uma forma de entender melhor a história da identidade do brasileiro, e ser sujeito na luta efetivae contra o racismo, xenofobia e a discriminação. O mapeamento genético para descobrir a ancestralidade pode proporcionar muito conhecimento a todos os brasileiros.

O teste de ancestralidade do meuDNA analisa o maior número de populações, são consideradas 88 povos ao redor do mundo. O teste traz a possibilidade de conhecer a história do seu DNA até oito gerações anteriores, o equivalente aos bisavós dos tataravós. Ele gera resultados detalhados com conteúdos exclusivos sobre a cultura e as tradições de cada região, assim como a chegada dos povos ao nosso país.

Os testes genéticos também ajudam a descobrir a existência de mutações herdadas de nossos pais e antepassados. É possível saber o risco de desenvolver doenças genéticas, como cânceres, e até mesmo se prevenir ao surgimento delas. Com o meuDNA Premium é possível descobrir tanto os resultados de origens como de predisposições genéticas.

Se conectar com as suas origens e seus antepassados e ter uma experiência de autoconhecimento completa pode ser uma boa forma de comemorar o Dia do Imigrante.