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O Que Eu Acho: Zumbi bom é zumbi morto… morto-vivo!

O Que Eu Acho

O dia do Juízo Final chegou! O mundo está devastado, o que restou da humanidade luta por sua sobrevivência em um ambiente hostil, podre e infértil. A morte espreita em cada canto do planeta, o que lhe resta a fazer? Apenas sobreviver, pois nesse dia os mortos se levantarão e você tem que está preparado para não se tornar um deles.

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Na coluna dessa semana, decidi fazer uma espécie de resenha do livro Guia de Sobrevivência a Zumbis: Proteção Total Contra os Mortos-Vivos (The Zombie Survival Guide), publicado pela Editora Rocco e escrito por Max Brooks, filho do comediante e cineasta Mel Brooks. Ao invés de falar do livro em si, comentarei o que eu faria para sobreviver a uma invasão de mortos-vivos com meus conhecimentos recém adquiridos com a leitura do livro. Lembrando que o o livro foi escrito por um estadunidense, certas regras podem não se aplicar a nós, já que nosso ambiente difere muito dos nativos do hemisfério norte.

Se você estiver lendo esse texto durante uma insurreição de mortos-vivos e seu tempo é curto, vá diretamente para o sexto e último estágio desse guia de sobrevivência.

1) Atenção às evidências:

O primeiro passo para a sobrevivência é você ficar atento aos primeiro indícios de uma infestação zumbi. Preste atenção aos noticiários, principalmente quando as notícias principais forem casos de homicídios onde a vítima foi alvejada na cabeça, fique atento se a pessoa foi morta por uma autoridade e ter sido considerado apenas um incidente, pessoas em grupo desaparecidas, repare no equipamento do grupo no caso de equipes de resgate, ainda mais se tiverem armadas. Surto de violência, onde um ou mais indivíduos tentou atacar a família, tente descobrir se a pessoa tentou atacar dando mordidas, caso ele tenha tido êxito, a vítima deverá está no hospital mais próximo, fique atento se a pessoa morreu misteriosamente dias depois devido a mordida.

Histeria em massa ocasionando mortes e vítimas em estado grave, pessoas morrendo de doenças misteriosas, principalmente infecções, a imprensa pode divulgar o fato como uma epidemia de uma doença conhecida para encobrir a real gravidade da situação. Acidentes em fabricas, principalmente com vazamento de gás, ocasionando morte dos funcionários, ou de pessoas da proximidade também poderão ser analisadas com cuidado.

Qualquer incidente onde a cobertura da imprensa seja proibida, ainda mais em países de ricos, onde isso costuma ser raro de acontecer.

O fatos estão acontecendo, você tem certeza que um ataque de mortos-vivos é iminente, então nós iremos ao segundo estágio de preparação para o fim da civilização como conhecemos.

2) Preparação e provisões:

Agora o tempo é essencial, a infestação já está acontecendo, você precisa reunir tudo de essencial em seu lar para levar contigo, caso seja necessário sair imediatamente. O livro dá uma lista de dezenas de itens, mas particularmente achei a lista muito grande, ainda mais que no momento de desespero, você sequer irá penar em metade dos itens citados pelo autor, assim segue a minha lista dos itens mais importantes:

  • Mochila
  • Dois pares de roupa (preferência de mangas compridas)
  • Garrafa ou cantil
  • Relógio a prova d’água
  • Bússola
  • Mapa
  • Caixa de fósforo ou isqueiro
  • Lanternas com pilhas (recarregáveis se possível, no caso não se esqueça do carregador)
  • Binóculos
  • Walk Talks
  • Rádio com fone de ouvidos
  • Faca ou canivete (preferência ambos)
  • Pé de cabra
  • Kit de primeiros socorros
  • Kit de limpeza
  • Alimentos não perecíveis ou com validade alta
  • Uma toalha

Caso não seja possível todos os itens, não há problema, assim caso você veja necessidade de outros itens também. No meu caso, escolhi esses itens pela praticidade de manuseio, locomoção e manutenção.

O uso da mochila é óbvio, para guardar e facilitar a movimentação no momento da fuga, os dois pares de roupa servem para questão de higiene, e a preferência das mangas compridas, ajuda na proteção e ferimentos que poderão ocorrer durante o trajeto, ninguém quer se tornar um comedor de gente desmiolados por culpa de um pequeno arranhão nos braços ou na pernas.

Garrafa ou cantil para armazenar líquidos. Relógio, bússola, mapa, caixa de fósforo, isqueiro e lanternas ajudam na localização e travessia por lugares acidentados ou desconhecidos, no caso dos palito de fósforo ou isqueiro, poderão também ser usados na defesa, basta acrescentar um spray a base de álcool e teremos um lancha-chamas improvisado em casos de extrema emergência. Binóculos, walk talks, rádio com fone de ouvidos para comunicação ou meios de conseguir informações sobre o local, os fones de ouvidos são muitos importantes, pois nada pior do que um zumbi sendo chamado atenção pelo som de uma transmissão de rádio. Apesar de não constar na lista, aparelhos celular podem ser muito úteis como meio de comunicação a longo prazo.

Faca, canivetes ou pé de cabra servem para improvisação e segurança do grupo ou do indivíduo, pé de cabra pode ser essencial para o combate, acertando um morto-vivo bem no meio da testa, assim como pode ser uma alavanca ou até como a extensão de seu braço. Improvisação é um fator muito importante nessa hora. Kits de primeiro socorros e limpeza dispensam apresentações e explicações para sua importância. Levar consigo alimentos é importante, caso a busca dele seja comprometida por algum imprevisto.

Mesmo não estando listadas, armas servem como proteção, treine bastante o manuseio delas, faça uma manutenção constante contra umidade, ferrugem ou qualquer dano. Mas evite seu uso contra um grande número de indivíduos, pois o barulho pode atraí-los. Prefira o uso de armas-brancas (facas, espadas, sabres) em um combate corpo-a-corpo.

Por fim a toalha, leia O Guia do Mochileiro das Galáxias para mais informações, hehehe!

Tendo tudo devidamente arrumado e preparado, vamos ao terceiro estágio, você precisa analisar o que realmente está acontecendo.

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3) Gravidade da situação:

Seu equipamento de sobrevivência foi escolhido, agora você precisa escolher um objetivo: Ficar e proteger seu lar ou Fugir e enfrentar o perigo. Antes disso temos que analisar a situação, que tipo de insurreição estamos lidando, o livro numera quatro tipos:

  • Tipo 1: Considerado de nível baixo, acontece em áreas rurais ou em países pobres, afetando em cerca de uns 20 indivíduos, com duração de 1 a 14 dias, com número de baixas não passando de 50. Caso a impressa cubra o ocorrido, será noticiado como homicídios, acidentes, etc.
  • Tipo 2: Acontece em áreas urbanas ou rurais mais povoadas, aumentando o número de infectados de 20 a 100,  podendo durar muito mais que a do Tipo 1, assim como o número de baixas que pode chegar a centenas. Talvez o exército seja requerido, nesses casos a imprensa irá cobrir o incidente (caso o governo não interfira), mas nada impede de ser noticiada da forma incorreta.
  • Tipo 3: Reze para que sua situação não seja uma nível 3. Os infectados chegam a milhares, os centros urbanos estão um caos, saques, tumultos e pânico dos civis será costumeiro, o governo está na mãos dos militares, não existe a possibilidade da imprensa encobrir ou abafar o ocorrido, esse tipo de insurreição pode durar meses ou até anos. O local contaminado e as áreas vizinhas serão considerados em estado de emergência, comunicação, trânsito de pessoas, suprimentos serão monitorados e racionados. Os cidadãos isolados nas áreas infestadas só contarão com a sorte e com a benevolência dos necrófilos.
  • Tipo 4: Não há nada que a humanidade possa fazer, os mortos-vivos são a raça dominante do planeta.

Se estivermos lidando com o Tipo 1, há tempo de se preparar, não se deixe enganar por qualquer noticiário comprovando que está tudo sobre controle, basta apenas um morto-vivo desgarrado para começar outra insurreição. Se você mora em uma área rural, mantenha-se em casa, tranque as portas e janelas, principalmente lacrando-as com vigas de madeira, móveis, fique de vigília, caso tenha uma evacuação do local, aproveite a oportunidade e saia também, mas sempre tenha um Plano B, evacuação não é sinônimo de organização.

No caso do Tipo 2, também mantenha-se em casa inicialmente, mas fique atento a qualquer mudança da situação, agravando-se, dirija-se para um local menos povoado rapidamente ou de fácil proteção, de preferência em grupos de 3 à 5 pessoas, nesse caso a união e organização é de vital importância, escolham um líder e obrigações para cada membro do grupo.

Agora a situação se agravou chegando ao Tipo 3, possivelmente levando ao Tipo 4. Essa é a hora que você mais esperava, ou não. Permanecer em seu lar não mais uma opção, cada segundo é crucial, qual direção à tomar, você tem que traçar um destino e objetivo imediatamente. Esqueça tudo que você aprendeu, agora a única coisa que interessa é SOBREVIVER.

Vamos ao quarto estágio e boa sorte!

4) Fuga e proteção:

Os mortos-vivos tomaram a cidade, agora o que fazer? No começo você vai achar uma boa idéia ficar no seu lar e protegê-lo. Retire imediatamente essa idéia de gerico da sua cabeça!

Morando em um condomínio, você estaria isolado numa área infestada de zumbi, além de ter que se preocupar com uma área enorme para proteger. O mesmo vale para moradores de casas, uma casa é um alvo fácil para os comedores de gente, além de outro refugiados. Quando for escolher um lugar para fugir, se afaste dos centros urbanos, porque o caos e número de mortos-vivos é maior, caso o governo tente uma metida desesperada de erradicar o inimigo, as cidades serão a primeira opção.

Obviamente sair de uma cidade não é uma tarefa fácil. Os saques, morte, violência rondam cada esquina. Caso seja necessário sair de imediato, evite as saídas principais da cidade, outros pensarão como você, então o tumulto deve ser enorme e incontrolável, nada pior do que uma multidão desesperada de pessoas irracionais. Mentira, tem algo pior, essas pessoas irracionais sendo devoradas. Para facilitar sua fuga, evite usar carros e veículos de grande porte, com as cidades e estradas lotadas de carros tentando sair ou abandonados, dificilmente um carro seria uma boa opção, eu só sugiro usá-lo caso o Estágio 1 e 2 foram bem sucedidos e seu grupo se preparou antecipadamente. Eu optaria por uma motocicleta ou bicicleta no caso de uma locomoção rápida e pratica, ainda mais no caso de bicicletas que não precisam de combustível, e eu poderia carrega-la em caso de emergência. Cuidado com transportes marítimos, um zumbi não sabe nadar, mas ainda é uma ameaça mesmo de baixo d’água.

Caso sua fuga seja impedida, procura por abrigos seguros até a oportunidade certa. Supermercados não são uma boa opção, mesmo sendo um local com alimentos, providenciando suprimentos a longo prazo, existe muitas entradas e saídas, dificultando sua proteção. Sugiro mercados menores, que costumam ter apenas uma entrada e saída. Outra boa opção de abrigo são os presídios, único problema é se certificar que o lugar foi evacuado. Encontrando o local vazio, poderá encontrar alimentos devidamente guardados no refeitório e despensas, armas, até as celas podem servir de proteção, não se esqueçam que presídios costumam ter portas fortificados e muros altos, afinal foram feitos para confinar pessoas por anos. Não pense que igrejas, sinagogas ou quaisquer outros templos são locais seguros, afinal zumbis não são vampiros, elas andam mortas por causa de um vírus e não devido a uma maldição, infelizmente sua fé não irá lhe proteger.

Boas opções de fuga são áreas rurais, montanhosas ou frios. Em áreas rurais há menos população, a produção de alimentos é melhor, particularmente só me preocuparia em cerca o local com um muro alto e dividir a segurança em turnos. Áreas montanhosas seguem a mesma lógica, além da dificuldade de acesso dos necrófilos. Locais frios podem ajudar nos invernos rigorosos, congelando os mortos-vivos, proporcionando um momento de calmaria para os sobreviventes, mas mantenha-se alerta, existe a possibilidade do zumbi descongelar e vagar perdido pelas localidades. Evite se embrenhar por florestas ou matas fechadas, sem um treinamento adequado de sobrevivência selvagem, você pode encontrar outros perigos como doenças, animais, até um zumbi perdido.

Fixando num local, você irá protegê-lo, mas contra o que? Esse assunto será abordado no próximo estágio.

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5) Conheça o inimigo:

Zumbis, morto-vivos ou necrófilos são seres humanos infectados com um vírus mortal, que ao atingir efeito matando sua vítima, ela retorna com uma insaciável fome e desejo por carne viva, tanta humana quanto animal, preferindo sempre a primeira opção. Ao contrário da crença popular, essas criaturas não possuem habilidades sobre-humanas, sua força é a mesma de um ser humano normal, dependendo de seu estado físico, mas seu andar é vagaroso devido seu estado de decomposição.

A contaminação ocorre ao contado da vítima com o ser infectado através do sangue, não existe qualquer possibilidade de infecção por via aérea. Em qualquer contato de ferimentos com o ser infectado existe a possibilidade de contaminação.

Mesmo sem os olhos, eles são capazes de avistar sua presa, em condições normais avistam quaisquer movimento por quilômetros. Sua audição geralmente é perfeita, mas o olfato é mais apurado em comparação ao seu estado anterior, isso não quer dizer que seu olfato tenha aumentado e sim que esteja usando-o melhor.

Zumbis não precisam respirar, não se cansam, únicas necessidades básicas importantes são a alimentação. Por algum motivo sua decomposição é demorada, estima-se cerca de 3 anos para seu corpo se decompor totalmente em condições climáticas normais.

Eles não se comunicam, fazem apenas gemidos, a famosa frase “Miooolooosss!” não passa de uma invenção hollywoodiana. Qualquer possibilidade do zumbi aprender algo é nula, não tente conversar com um parente infectado, ele não irá lhe reconhecer.

Melhor modo de eliminar um necrófilo é destruindo seu cérebro ou retirando sua cabeça do corpo. No segundo caso, a cabeça ainda pode atacar, tenha cuidado. O uso de fogo tem resultados positivos em alguns casos, só fique alerta caso o emprego desse elemento possa causar um incêndio.

6) Resumo geral:

Apronte-se rápido com itens de real importância, afasta-se de centros urbanos, evite transportes que necessitem de combustível, mantenha-se o mais silencioso possível, armas de fogo em último caso, mire sempre na cabeça, sobreviva e nunca esqueça sua toalha!

Compre o livro aqui pelo site Submarino.

O que eu acho? “Miooolooosss!”

Lam.

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