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Os heróis do Olimpo: O Herói Perdido

Para quem gostou da série Percy Jackson e os olimpianos, apesar daquela adaptação do Chris Columbus, seu autor, Rick Riordan, retorna ao universo mitológico com uma nova série Os heróis do Olimpo, continuando com seu estilo educativo ao combinar mitologia greco-romana em livros instigantes para o público infanto-juvenil, como também para os aficionados do gênero.

O primeiro volume, O herói perdido (The lost hero, tradução de Rodrigo Peixoto), publicado pela Intrínseca, explora um pouco mais os mitos gregos que os cinco volumes anteriores da primeira série, entretanto muito do que acontece tem suas raízes nas aventuras de Percy Jackson, mas pode ser lida sem a exigência da continuidade.

Nesse primeiro tomo encontraremos três novos semideuses, resgatados de uma escola para crianças problemáticas e levados ao já conhecido Acampamento Meio-Sangue, e a narrativa é contada a partir de cada uma das suas perspectivas em capítulos alternados. O desmemoriado Jason, que acorda num ônibus, sem lembrar nada de sua vida, sua namorada, Pipper, filha de um ator hollywoodiano e Leo, um arruaceiro que gosta de ferramentas e máquinas. Jason, Piper e Leo descobrem rapidamente que eles são cada um supostamente relacionada a um deus, algo que não é aceito à primeira mão, lutando para acreditar nisto em primeiro lugar. Mas mesmo que eles resistem à idéia no início, seu passado e presente fazem a idéia de ser um semideus começar a fazer sentido. Enquanto procuram entender seu passado, os três partem para enfrentar uma nova e aterrorizante profecia, uma profecia que os liga:

“Criança do Raio, cuidado com a terra,

Da vingança dos gigantes os sete nascerão.

A forja e a pomba devem abrir a sela,

E liberar a morte pela raiva de Hera.”

Sem muitos spoilers, a narrativa lança os três adolescentes em um mundo completamente novo em circunstâncias incríveis e inacreditáveis, mas que liga os mesmos numa linha de segredos que serão desvendados ao longo do volume e da série. A problemática sobre sua personalidade, suas inseguranças, as relações entre pais e filhos seu futuro e suas expectativas são abordadas bem mais profundamente pelo autor.

É interessante a visão das facetas dos deuses, em relação aos aspectos grego e romano, bem utilizado pelo autor, mas vale lembrar que os deuses foram modelados a imagem e semelhança a seus “adoradores”, enquanto os gregos estavam separados por cidades-estados que combatiam entre si e os romanos possuíam estruturas burocráticas mais funcionais de união que formavam uma melhor capacidade bélica.

Além disso, a história mantém o ritmo que estamos acostumados com Percy (incluindo o trio protagonista com “tensão” entre o casal de protagonistas), mas com muitas mais interrelações entre os membros do acampamento e os inimigos. Em relação a estes, temos dois dos grandes personagens, Medéia e Midas, que ainda humanos, cumprem perfeitamente o papel dos mitos em seus nomes.

Riordan acerta mais uma vez, mesmo com a previsibilidade de algumas cenas, O herói perdido se eleva para além de Percy Jackson, de leitura mais madura, humorada e abrangente que a anterior série. Vale a pena a leitura e aguardemos a sequencia.

[xrr rating=4.5/5]

 

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