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Perca seu livro!

bookcrossing

Existem várias medidas de incentivo a leitura, mas poucas delas são tão interessantes quanto o bookcrossing. Bookcrossing é o nome dado a prática onde uma pessoa deixa um livro em um ambiente público com o objetivo que este livro circule entre várias pessoas, os livros são cadastrados em um site especifico da prática e podem ser rastreados por várias regiões do mundo.

A prática foi criada em 2001 nos Estados Unidos por Ron Hornbacker, criador do maior site de bookcrossing do mundo o Bookcrossing.com que possui uma rede de 766,147 pessoas cadastradas em mais de 130 países. Além de locais públicos existem os chamados OBCZ (Official BookCrossing Zone ou Zona Oficial de BookCrossing), estabelecimentos que estimulam o ato disponibilizando estantes onde os praticantes podem “perder” seus livros. No Brasil existem poucos lugares denominados OBCZ, então a pratica geralmente é realizada em locais públicos.

Como funciona?

Não é só pegar aquele seu livro do armário e larga-lo por aí. Existem algumas regras para ser realizar o bookcrossing. A primeira delas é encontrar um site onde se encontre um comunidade de bookcrossers, um brasileiro é o Livr.us, você cadastra seu livro no site e obtém um código que deve ser colocado no livro junto com uma explicação sobre o que é o movimento e como quem encontrou o livro deve proceder para continuar com a prática.

Após isto o leitor deve entrar no site indicado no livro perdido e continua com a rede de distribuição de livros, incentivando a leitura e transformando a cidade em uma grande biblioteca ao ar livre.

A iniciativa bookcrosser é muito timida no Brasil, então faça a sua parte! Retire um livro da sua estante e “perca” ele por aí, e se você achar um livro perdido no metrô já sabe muito bem quem pode ter deixado ele por lá.

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Comentários 17
  1. Interessante a proposta! Vou começar com uns romances baseados em cenários de RPG, dos quais não consigo me desfazer vendendo. Só uma duvidazinha, o rastreio é garantido ou eu conto com a sorte?

    1. Não, não é garantido o rastreio. Só funciona se a pessoa entrar com o código do livro no site.

      Quanto a funcionar ou não, a mentalidade não é esta, e sim de doação do livro. Quando se entra em uma rede de bookcrossing já se conta com uma alta probabilidade do livro realmente se perder por aí. Então para os futuros participantes entrem com a mentalidade que estão fazendo a doação do livro e não que ele retornará para voces.

      Abraços

      1. Então, eu concordo. Mas acho que a doação seria para todos, e não para um esperto (ou muitos) que acham por bem tomarem para si o livro. Não no caso deste esquema que você descreveu no post. Digo isto sobre o que falei que acontece aqui na minha cidade.

        Realmente a idéia é doar o livro… E seria realmente bacana se o livro ficasse circulando, atingindo e influenciando o máximo de pessoas quanto possível!

  2. Bem legal o post. Aqui em Brasília rola algo assim. Existem, em certos pontos de ônibus, estantes com vários livros que as pessoas podem pegar, ler, e deixar em qualquer outro ponto onde tenha uma estante.

    Mas é bem fácil perceber que a quantidade de livros dimunem em todos os pontos… Em alguns países isso funciona perfeitamente, mas no Brasil parece ter sempre algumas pessoas dispostas à desonestidade.

    Mas a iniciativa é interessante, vou procurar saber mais. Valeu a dica!

  3. Eu nunca encontrei um livro aqui, na verdade. Mas já conhecia esse movimento à um tempo.

    Só não participo por um motivo: sou egoísta. Por mais que os livros que eu tenha sejam ruins ou bons, eu não quero me desfazer deles. E também se encontrasse um livro “perdido”, o deixaria lá para outro, pois sei que meu egoísmo é tanto que, se eu gostasse do livro, não iria querer perdê-lo.

    Também não acredito muito que isso funcionaria aqui no Brasil. Existem muitos outros egoístas como eu, só que piores. Os que pegam e ficam com os livros. Nem ao menos lêem eles, mas ficam mesmo assim, só pra dizer que tem um livro.

    Logo, prefiro ganhar de presente, comprar ou pegar na biblioteca. Mas é uma boa idéia para quem tem certo desapego material das coisas. ^^

    1. hahaha.. Entendo você, eu mesmo também me vejo como um egoísta no que concerne os livros, ainda que eu os empreste sempre que pedem.

      Mas é sem dúvida uma proposta interessante.

      E Álvaro, que velocidade rapaz….

  4. Hum, em geral quando tenho um livro do qual estou disposta a me desprender de faço doações ou então presenteio amigos. Apesar de achar a idéia bastante divertida, não acho plausível. Imagino que a grande maioria dos livros daqui acabem parando em fogueiras de dingões ou sendo vendidos para sebos a um tostão, e não nas mãos de um leitor.
    Quando eu doo um livro sei para onde ele está indo. 🙂

    Ok, é sempre chato ter gente furando o movimento, mas ainda não me convenceram que perder é melhor que doar.

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