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Percy Jackson está de volta em “O Filho de Netuno”

Um ano após o lançamento de “O Herói Perdido“, Rick Riordan dá continuidade a saga dos semideuses, iniciada com Jason, Piper e Leo. Na sequência temos “O Filho de Netuno” (Editora Intrísenca – 432 páginas) que se passa quase ao mesmo tempo em que o primeiro livro, mas dessa vez com Percy Jackson liderando a aventura.

O-Filho-de-NetunoAssim como Jason, Percy acordou desmemoriado em um local estranho, cercado por lobos e com apenas um nome em mente: Annabeth. A loba Lupa lhe deu as primeiras instruções e ele partiu em busca de mais respostas. Duas insistentes górgonas se mantiveram em seu encalço por um longo tempo, até ele chegar em uma estrada e encontrar uma senhora sentada a beira dela que lhe pediu ajuda para atravessar. Percy achou estranho, mas ajudou a senhora, chegando até a entrada do Acampamento Júpiter, lar de semideuses romanos. A tal velhinha, mostrou-se ser Juno (versão romana de Hera) e diz a Percy que ele tem duas escolhas: fugir para o mar ou ficar e enfrentar Gaia e muitos obstáculos que irão surgir. Ele entra no Acampamento e é recebido com desconfiança pelo romanos que não são muito fãs do mar, portanto um filho de Netuno não é lá muito popular.
Hazel, a guarda que lhe ajudou na entrada, lhe apadrinha e ele passa a fazer parte da sua legião, que nunca ganhou nenhum dos jogos de guerra. Na noite dos jogos, Percy incentiva Frank, que tem uma ideia para que enfim consigam ganhar a batalha. Juntos, os três se mostram uma grande equipe e conseguem capturar a bandeira do outro time. Todos ficam surpresos com a vitória e boquiabertos quando Marte (Ares) surge no meio da comemoração e reclama Frank como seu filho, lhe passando a missão de libertar Tânatos, para que assim os mortos fiquem mortos e ele convida Percy e Hazel para irem com ele. Os demais campistas são contra, mas os três partem em uma difícil missão até o Alasca, território proibido aos semideuses. Somado a isso Hazel e Frank guardam alguns segredos que podem ser cruciais para o sucesso da missão.

Após ler o primeiro livro e começar esse, fica meio óbvio que Rick Riordan tem uma certa predileção pelo personagem de Percy Jackson, o que é bastante compreensível. Percy é bastante engraçado e junto com os novos personagens, cria-se uma atmosfera divertida, ajudando a fluir mais a leitura. A apresentação de um outro acampamento, como também de novos costumes, diferente dos que conhecíamos é sem dúvida um dos pontos altos do livro. Riordan consegue criar um excelente contraponto entre os romanos e os gregos, datando de eventos famosos da história para ilustrar o comportamento dos personagens, assim como explicar o porque de certas rivalidades. E já que a história grega e romana é bem vasta, a imaginação de Riordan não terá limites tão cedo. Os personagens amadureceram e estão enfrentando problemas e sabendo contornar seus pontos fracos, algo não tão comum para adolescentes.

Lembrando que em 08 de Outubro teremos lançamento simultâneo com os Estados Unidos de “A Casa de Hades”, a aguardada continuação de “A Marca de Atena” chegando mais próximo do final da série que irá ter cinco livros.

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