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Enquanto ele estava morto…

enquantoeleestavamortoVivemos num país onde as pessoas não tem o hábito de ler, primeiro porque os livros costumam ser tão caros que desanimam qualquer cidadão a mexer em seu orçamento para comprá-lo e segundo pois os brasileiros, de uma maneira geral, não possuem o hábito de ler, preferindo se divertir com programas de televisão ruins ou lendo tablóides sensacionalistas.

Recebi do Camino um convite para fazer a resenha de “Enquanto ele estava morto…”, livro de Estevão Ribeiro publicado pela Gráfica e Editora A1 Ltda., aceitei o convite inicialmente um pouco receoso, pois já estava habituado a fazer resenhas sobre livros relativamente conhecidos e de literatura estrangeira. Ainda assim topei o desafio.

A história basicamente fala de Estevão e da repentina morte do seu irmão Daniel, um cara que sempre trouxe problemas e dores de cabeça para sua família, como sua suposta morte o faz enfrentar alguns fantasmas do passado e do esforço hercúleo de Estevão em achar uma pista de onde poderia estar o corpo de seu irmão.

Dá a entender que a morte do irmão Estevão faz uma espécie de acerto de contas com ele mesmo ao lembrar de fatos importantes passados com sua família e, principalmente, com seu irmão Daniel.

Se você acha que é coincidência o autor ter o mesmo nome do personagem principal não estranhe, o livro trata-se de uma passagem da vida do autor. Infelizmente o romance não traz nada além de uma história verdadeiramente chata, não me senti empolgado, não me emocionei e nem pude vislumbrar uma chama de excitação com essa história, quando senti que o livro ficaria mais interessante ele termina.

Se o objetivo do autor era fazer um drama, mostrar uma passagem importante da vida dele (e um caso assim é!), ele precisa se esforçar mais na hora de transcrever os sentimentos dos personagens já que me pareceram muito superficiais. O acerto de contas que o personagem principal faz com seu passado é chato e entediante, isso sem falar nos momentos em que o personagem constantemente fala das dificuldades e lutas de sua infância, quando comeu o pão que o diabo amassou vivendo na miséria.

Ao terminar de ler o livro me senti como Estevão – que viu todo o esforço que teve para achar seu irmão jogado fora, porém no meu caso, foi meu tempo jogado fora enquanto lia este livro.

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