Aloysio Letra Explora a Riqueza da Herança Afro-brasileira em seu EP “DEPOIS”

Aloysio Letra convida os ouvintes a uma jornada emocional única em seu mais recente EP intitulado “DEPOIS”. Com influências que abraçam a rica herança da MPB das décadas de 80 e 2000, esse projeto musical é um mergulho nas tradições negras do candomblé, do pop contemporâneo e da requintada instrumentação de orquestra de câmara. “DEPOIS”…


Aloysio Letra Depois

Aloysio Letra convida os ouvintes a uma jornada emocional única em seu mais recente EP intitulado “DEPOIS”. Com influências que abraçam a rica herança da MPB das décadas de 80 e 2000, esse projeto musical é um mergulho nas tradições negras do candomblé, do pop contemporâneo e da requintada instrumentação de orquestra de câmara.

“DEPOIS” não apenas marca uma nova etapa na carreira de Aloysio Letra, mas também apresenta colaborações especiais, incluindo Luedji Luna e François Muleka.

A jornada sonora e lírica deste EP se propõe a explorar temas complexos, incluindo saúde mental, luto e fé, sob a perspectiva de um homem negro e periférico. Aloysio Letra compartilha suas experiências de forma crua e emocional, proporcionando aos ouvintes uma visão perspicaz de como é viver como um sobrevivente em um Brasil que enfrenta desafios como o genocídio da população negra. É uma homenagem à vida das pessoas pretas e indígenas das periferias do mundo.

Cada faixa deste EP oferece uma jornada profunda e reflexiva. “Flor de Baobá” revela a busca por afeto e amor, destacando a sensibilidade de um homem negro. Em “Sundiata”, Aloysio Letra presta homenagem a Daniel Marques Sundiata, uma figura importante na defesa dos direitos da população negra, periférica e LGBTQIAP+. A faixa-título, “Depois”, explora as incertezas do futuro pós-pandemia, versando sobre possibilidades e perspectivas. Por fim, “Áfrika” celebra a riqueza cultural e espiritual do continente africano, combatendo o racismo religioso e destacando a inteligência e beleza da diáspora africana.

A musicalidade de “DEPOIS” se entrega à leveza e à celebração de elementos percussivos e rítmicos, combinando violão, piano, clarinete e bandolim. Essa sonoridade é uma fusão de elementos da música negra tradicional do candomblé, das melodias hipnotizantes de Salif Keita, do pop de Sade Adu e da música popular brasileira. A produção de Ravi Landim e a direção artística de Aloysio Letra optaram por utilizar instrumentos analógicos, percussões, madeiras e arranjos melodiosos, criando uma experiência musical orgânica e envolvente.