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B.B. King e seu legado único para a música do século XX

Um novo Jay Z, Britney Spears, Lady Gaga, Kanye West você encontra aos montes por aí, porém ao longo da curta jornada humana pela música alguns nomes fizeram a diferença. Não é nem mesmo uma questão de gosto musical, a importância de certos músicos são indiscutíveis e B.B. King é um destes nomes.

O apelido ‘Blues Boy’ acabou se mesclando ao seu nome Riley Ben King se tornou B.B. King, mas longe de ser um autoproclamado “rei” de algo, como tantos criados da mídia, a dura trajetória de vida do jovem negro lavrador do Mississipi só salienta a força de vontade de uma pessoa perseverar com a arte sobre todas adversidades. Graças aos poucos documentários disponíveis no Netflix Brasil curiosamente a história de King estava na minha cabeça pouco antes dele falecer, assim vejo que no meio de tantas homenagens repetidas pelos papagaios da mídia poucos realmente entendem a pessoa para além de seus rótulos.

King se dedicou à música do momento em que teve contato com a guitarra até o fim de sua vida, realizando mais apresentações por ano que qualquer outro músico – em 1956 B.B. King e sua banda fizeram nada menos que 342 concertos.. E não foram lisonjeios ou dinheiro que moveram King com sua guitarra, apesar de ter sido grande fanfarrão, King cultivou algo único junto à sua música e não força motriz maior que uma paixão como esta.

Isto para um cara que adorava repetir não saber fazer acordes mas que trouxe ao mundo nada menos que o Blues, aquele gênero musical que surgiu da música gospel negra para entoar o sofrimento de uma nação silenciosa e também dar origem ao jazz e claro, o rock!

Outros documentários da vida e obra de King não são difíceis de se encontrar no Youtube, e agora com sua morte novos devem surgir, ainda assim sua música sempre vai falar mais alto.

Eric Clapton sempre soube das coisas… esteja em paz King.

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