Nas redes no Super Bowl, no entanto, a superioridade se confirma
Ao contrário do que foi noticiado a princípio, o show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl não conseguiu ultrapassar a audiência histórica registrada por Kendrick Lamar em 2025. Os números consolidados da Nielsen foram divulgados pela Variety (via Splash).
A apresentação do artista porto-riquenho alcançou média de 128,2 milhões de telespectadores — um índice expressivo, inclusive superior à média do próprio jogo, que ficou em 124,9 milhões. Ainda assim, o desempenho ficou abaixo dos 133,5 milhões obtidos por Kendrick no ano passado. Antes dele, o posto de maior audiência pertencia a Usher, que havia estabelecido o recorde em 2024. Dados preliminares da NBC chegaram a apontar que Bad Bunny teria superado o rapper, com 135,4 milhões de espectadores, mas a medição oficial revisada mostrou o contrário.
Se na TV o recorde não veio, nas redes sociais o cenário foi diferente. Segundo levantamento da Ripple Analytics, o show acumulou quatro bilhões de visualizações nas plataformas digitais da NFL em apenas 24 horas — um crescimento de 137% em relação ao ano anterior. As três postagens mais vistas da história das redes da liga agora pertencem ao cantor. O vídeo com a frase “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor” soma 182 milhões de visualizações no Instagram. Já o trecho em que ele lista países da América alcançou 172 milhões na mesma plataforma e 112,3 milhões no TikTok. A NFL informou ainda que mais da metade dessas visualizações partiu de mercados internacionais.
A performance aconteceu uma semana após Bad Bunny conquistar o Grammy de Álbum do Ano por DeBÍ TiRAR MáS FOToS, trabalho que também lhe rendeu outras duas estatuetas e que aborda suas experiências como porto-riquenho. No palco do Super Bowl, o artista combinou espetáculo e posicionamento político: recebeu convidados como Lady Gaga e Ricky Martin, entregou simbolicamente o gramofone a uma criança latina e encerrou citando todos os países do continente americano após declarar “Deus abençoe a América”, ampliando o significado do termo para além dos Estados Unidos.
Origem do show do intervalo
A tradição de shows de grandes nomes da música pop no Super Bowl foi inaugurada pela liga de futebol americano, a NFL, em 1993, com Michael Jackson. Antes eram bandas marciais que se encarregavam de entreter a plateia até o reinício da partida. O Super Bowl XXV já contava com uma participação de New Kids On The Block e personagens da Disney. Na edição XXVI, teve Gloria Estefan. Mas foi essa apresentação do Rei do Pop que mudou a configuração do halftime show.








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