Beto Guedes dribla problemas técnicos e faz show memorável no Teatro Rival

Com seu corpo franzino e seus folclóricos lapsos de memória ao cantar, Beto Guedes pisou o palco do Teatro Rival BR, no centro do Rio de Janeiro, na segunda das duas apresentações que fez no final de semana dos dias 13 e 14 de março,  agradecendo ao público que lotou o espaço: “Que bom que…


Com seu corpo franzino e seus folclóricos lapsos de memória ao cantar, Beto Guedes pisou o palco do Teatro Rival BR, no centro do Rio de Janeiro, na segunda das duas apresentações que fez no final de semana dos dias 13 e 14 de março,  agradecendo ao público que lotou o espaço: “Que bom que vocês vieram”.

Empunhando uma guitarra fender Eric Clapton, como ele contou, Beto enfileirou grandes clássicos seus como  “Sol de primavera”, “Lumiar”, “Paisagem da janela”, “Amor de índio”, “Feira moderna”, ” O sal da terra” , “O medo de amar é o medo de ser livre”, ( gravada por Elis Regina) além de sua conhecida e belíssima versão “Quando te vi” para a música “Till there was you”, de Meredy Wilson. No show, Beto também citou o belíssimo “Concert for George”, realizado em 2002 no  Royal Albert Hall, em Londres, em homenagem ao falecido Beatle, para em seguida tocar “While my guitar gently weeps”, de George Harrison.

Definitivamente, Beto Guedes canta, com suas músicas e letras, um mundo melhor que já existe por aí para algumas pessoas na face da Terra. Frases suas como “Vamos precisar de todo o mundo pra varrer do mundo a opressão”, “Quero ver brotar o perdão onde a gente plantou”, “Terra, és o mais bonito dos planetas” e “O medo de amor é o medo de ser livre “ podem atestar a afirmação deste resenhista e contem imensa sabedoria. Não à toa, ao longo do show, Beto foi, por  algumas vez, chamado de gênio. Um fã mais afoito ( do sexo masculino) chegou a gritar “Beto, eu te amo”. Ao que o cantor respondeu: “Eu também te amo”, para em seguida se dirigir a todo o público e agradecer pelo “carinho e gentileza”. Os problemas técnicos chegaram a fazer o artista sair do palco por intermináveis cinco minutos ao final dos quais ele voltou e ficou parecendo que ele foi, pessoalmente, pedir que a equipe técnica resolvesse os problemas que além da microfonia, também afetaram o volume do microfone que amplificava sua voz.

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Em seu retorno, Beto conversou animadamente com a plateia, anunciando, entre outras coisas, que em breve vai lançar um DVD. “O CD acabou, né”?. O pessoal hoje gosta de ver a imagem do artista cantando”. Animado e engraçado, nesta hora Beto deixou a timidez de lado e desandou a falar. “Nem tudo o mundo sabe que, além de cantor, eu sou guitarrista, baixista, marceneiro, cozinheiro, saxofonista e piloto”. Para em seguida se perguntar: “Mas por que estou falando isso mesmo?”. Ao que o público caiu na gargalhada, aplaudiu e Beto ouviu mais uma vez o mesmo grito masculino de declaração pública de amor. Aquele do  “Beto, eu te amo”. E desta vez veio seguido por um grito feminino da plateia, ecoando: “Eu também”, emendou uma mulher.

A parte triste do show, se é que houve, ficou por conta do final, quando alguns fãs foram em busca de  uma foto, um abraço, além de tentar trocar algumas palavras com o ídolo. “O Beto não vai receber ninguém”, disse um segurança. “Vai ter um outro evento daqui a pouco e o pessoal tem que desmontar tudo”, explicou para a frustração dos heróis da resistência que tentavam um contato mais próximo com o artista. A foto com Beto Guedes ficou, então, para a próxima, com toda certeza. E, sim, todo o amor é sagrado.


Uma resposta para “Beto Guedes dribla problemas técnicos e faz show memorável no Teatro Rival”

  1. Avatar de Maria de Fatima Rozadas
    Maria de Fatima Rozadas

    Não perco seus shows aqui no Rio. E sempre me emociono com suas canções. Lapsos de memória? Quem não os tem? O importante é estar aí, nos encantando com suas músicas e sua poesia.

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