Brasileira é presa na Coreia ao perseguir BTS

Uma brasileira de 30 anos foi presa em Seul, Coreia do Sul, no último sábado (4), acusada de perseguir o cantor Jungkook, integrante do grupo de k-pop BTS. O caso reacende debates sobre segurança de celebridades e os limites da idolatria em meio ao anúncio do retorno do grupo às atividades após quase quatro anos…


Jungkook BTS

Uma brasileira de 30 anos foi presa em Seul, Coreia do Sul, no último sábado (4), acusada de perseguir o cantor Jungkook, integrante do grupo de k-pop BTS. O caso reacende debates sobre segurança de celebridades e os limites da idolatria em meio ao anúncio do retorno do grupo às atividades após quase quatro anos de pausa.

Segundo informações da polícia do distrito de Yongsan, em Seul, a mulher foi detida após causar perturbação em frente à residência de Jungkook. Ela teria arremessado cartas, pendurado fotografias e escrito mensagens nas grades do imóvel, comportamento que já havia se repetido em dezembro, quando foi presa em flagrante por invasão de propriedade.

A reincidência levou as autoridades a enquadrá-la na Lei de Punição por Perseguição da Coreia do Sul, legislação que prevê medidas mais severas em casos de stalking. A família do cantor solicitou uma ordem de restrição contra a suspeita, que permanece sob investigação.

A agência HYBE, responsável pela carreira do BTS, confirmou o episódio e declarou que está colaborando com as autoridades para garantir a segurança do artista. Jungkook, por sua vez, se pronunciou brevemente, pedindo respeito à sua privacidade e agradecendo o apoio dos fãs.

A identidade da mulher não foi divulgada, em conformidade com as normas locais de proteção de dados pessoais. O caso ganhou ampla repercussão na imprensa coreana e internacional, especialmente pela nacionalidade da suspeita e pelo impacto sobre um dos maiores ídolos da música pop mundial.

O episódio evidencia a crescente preocupação da Coreia do Sul com casos de perseguição a celebridades. Desde 2021, o país endureceu sua legislação contra stalking, após uma série de incidentes envolvendo figuras públicas. Especialistas apontam que, embora o k-pop seja um fenômeno global, a idolatria extrema pode gerar situações de risco tanto para artistas quanto para fãs.

A prisão da brasileira também levanta questões sobre o comportamento de admiradores estrangeiros em relação a ídolos coreanos. Para o sociólogo Kim Hyun-woo, ouvido pelo jornal The Korea Times, “a globalização do k-pop trouxe uma diversidade de fãs, mas também ampliou os desafios de lidar com condutas obsessivas e transgressoras”.

O retorno do BTS

O caso ocorre em um momento simbólico: o BTS anunciou que voltará às atividades em 2026, após cumprir o serviço militar obrigatório. O grupo, que ficou em pausa por três anos e nove meses, prepara o lançamento de um novo álbum, o que aumenta ainda mais a expectativa dos fãs ao redor do mundo.

A prisão da suspeita, portanto, não apenas expõe os riscos enfrentados por artistas de grande projeção, mas também ressalta a necessidade de medidas de segurança reforçadas diante da retomada das atividades do BTS.

À medida que o BTS se prepara para seu aguardado retorno, o episódio serve como reflexão sobre como fãs e artistas podem construir uma relação saudável, baseada em apoio genuíno e respeito mútuo.


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