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O Grammy contra a fama?

Após a vitória da banda canadense Arcade Fire na premiação de Álbum do Ano nos Grammys 2011, muitos usuários das redes sociais começaram a reclamar que Lady Antebellum, Lady Gaga ou Katy Perry mereciam o prêmio por serem mais famosos que a banda canadense.

O Cesar Monteiro já resenhou o disco aqui no Ambrosia e em momento algum este foi considerado ruim, mas o histórico dos discos da banda mostram que “The Suburbs” não passa perto da qualidade do primeiro disco deles. Porém na época o Arcade Fire não passava de uma promossa indie.

Nada disto seria problema se os outros indicados à categoria de melhor álbum do ano não fossem todos, sem exceção, artistas do mainstream americano que lotam às rádios com músicas pré-prontas, no modelo básico que agrada ao público mediano para que ocorra a venda de seu produto, ou seja, o pop comercial.

Não há nada de errado em premiar uma banda que se esforça para sair do anonimato com um ótimo trabalho musical, diferente do que se tem notícia ultimamente, e que vai acabar por fazer com que o público acabe conhecendo a banda, por bem ou por mal. Os fãs de Lady Antebellum deveriam agradecer o prêmio de Gravação do Ano para Need You Now, especialmente por ela ser plágio de Eye in the Sky do Alan Parson Project.

Vender muito, ser famoso, implica em ser o melhor? Não, claro que não. Porém, o Grammy mostrou que pode mudar um pouco os paradigmas da atual música, tirando o mérito de quem é famoso em troca do mérito de quem se esforça por fazer algo mais além da busca por fama e dinheiro.

Os fãs de pop que me perdoem, mas já estava mais do que na hora da maior premiação da música descobrir que ser melhor não implica em ser mais famoso.

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