Grandes momentos de Jeff Beck

Guitarrista morreu aos 78 anos

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Faleceu no dia 11 de janeiro, aos 78 anos, o guitarrista Jeff Beck. Considerado um dos maiores no instrumento, ficou marcado por um estilo único, influenciado por diversos estilos musicais.

Beck é sem sombra de dúvidas um dos músicos de maior excelência ​​da Grã-Bretanha começou nos anos 1960 com o blues psicodélico do Yardbirds, banda que contou também com Eric Clapton e Jimmy Page.

Apesar de ser muito conhecido pelos solos desconcertantes, Beck era também um exímio guitarrista rítmico, como Keith Richards dos Rolling Stones, um monstro da guitarra rítmica cuja dedicação ao soul o levou a colaborar com Rod Stewart, ainda em sua fase inicial Rod the Mod, e Stevie Wonder em “Talking Book” deste último. Beck tocou com David Bowie durante a turnê Ziggy Stardust de 1973 no Hammersmith Odeon de Londres e no último álbum de Ozzy Osbourne, “Patient Number 9” de 2022.

Abaixo você confere alguns dos grandes momentos de Jeff Beck

The Yardbirds, “Stroll On” (1966)

Aqui ele guitarra dupla com Jimmy Page em uma adaptação de “Train Kept A-Rollin’” na Swinging London em “Blow Up” do diretor Michelangelo Antonioni

“Hi Ho Silver Lining”/ ”Beck’s Bolero” (1967)

Em seu primeiro single solo, o guitarrista escolheu um rockão como seu lado “A”, e uma vibe mais melancólica e complexa de vários capítulos da suíte sensual de Ravel como seu lado “B. Ele conta com músicos convidados como Keith Moon do Who, o associado dos Rolling Stones, Nicky Hopkins, e um pré-Led Zeppelin, John Paul Jones.

Jeff Beck, “I Ain’t Superstitious” (1968)

O álbum “Truth”, que trouxe esse cover de Willie Dixon, também serviu como introdução ao Jeff Beck Group – seu vocalista Rod Stewart, o baixista Ronnie Wood e o baterista Micky Waller.

The Jeff Beck Group, “Situation” (1971)

Em uma versão soul e jazzística do Jeff Beck Group, apresentava o cantor Bobby Tench, o pianista Max Middleton, o baixista Clive Chaman e o baterista Cozy Powell.

Stevie Wonder, “Lookin’ for Another Pure Love” (1972)

R&B baseado em uma Fender Rhodes e funk apoiado em Moog, essa colaboração definiu muito do que aconteceria para os dois artistas na década seguinte.

Beck, Bogert & Appice, “Superstition” (1973)

O power trio pós-Cream contou com o baixista Tim Bogert e o baterista Carmine Appice do Vanilla Fudge. O funk jam sujo de “Superstition” é sem dúvida o melhor momento deles. Faixa escrita por Stevie Wonder durante suas sessões de “Talking Book” com Beck, com os vocais gritantes de Bogert. A versão de Stevie é a mais conhecida e tida como definitiva, mas essa aqui merece (muita) atenção.

“She’s a Woman” (1975)

“She’s a Woman” de Lennon e McCartney – ganha essa sofisticada versão no disco produzido por George Martin.

“Star Cycle” (1980)

Do álbum “There & Back”, esse pop-prog elegante, com seu então companheiro constante, tecladista, sequenciador e sintetizador Jan Hammer (junto com o baterista Simon Phillips e o produtor de Bowie Ken Scott) – aparece no filme de 1983 “Negócio Arriscado”, com Tom Cruise.

Kate Bush, “You’re the One” (1993)

Essa parceria com Kate Bush trouxe também o órgão Hammond de Gary Brooker, do Procol Harum

Jeff Beck and the Big Town Playboys, “Hold Me, Hug Me, Rock Me” (1993)

Dedicado ao seu primeiro herói musical, Gene Vincent – e o primeiro guitarrista de Vincent, Cliff Gallup – Beck, o vocalista e pianista de blues britânico Mike Sanchez e uma furiosa equipe de rockabilly apresentam uma versão de “Hold Me, Hug Me, Rock Me”, mas que traz também improvisação indo além do mero tributo.

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