Essa semana me veio a vontade de ouvir Guns n’ Roses e já que eu estou com ela na cabeça, resolvi falar um pouco sobre o porque uma banda com essa chegou até onde chegou e simplesmente depois disso afundou para nunca mais se reerguer.
Sexo, mulheres e muita droga, estes fatores sempre fizeram parte da vida de famoso de todos os membros da banda. O primeiro baterista, Steven Adler, foi demitido por simplesmente estar usando tanta cocaína e heroína que tornava impossível dele tocar o instrumento durante as gravações de Use Your Illusion. Duff e Slash normalmente entravam totalmente chapados de álcool e drogas nos shows, provocando cenas absurdas nos palcos, isso sem contar na atitude ensandecida de Axl que por vezes causava irritação e revolta nos fãs e em seus companheiros de banda.
Ainda, temos de levar que a banda teve seu ápice de fama no período que vai de 1988 a 1993 quando foi lançado The Spaguetti Incident, um álbum de covers punk rock que a crítica destruiu, mas os fãs adoraram. No ano anterior, a banda passou pelo Brasil com a Use your Illusion World Tour em Dezembro de 1992 com 2 shows em São Paulo e um no Rio de Janeiro, e terminou em Julho de 1993 em Buenos Aires, Argentina.
Este foi o último show da banda com Slash, Duff, Sorum e Clarke na formação. Após isso, começou a queda.
Axl foi processado por sua ex-esposa, a modelo Stephanie Seymour (que interpreta sua noiva no clipe de November Rain) devido a uma suposta agressão. Em 1994, Gilby Clarke foi demitido por Axl sem consultar Slash (que o havia trazido para a banda). Slash sai da banda em 1996 depois que Axl o impediu de colocar novas músicas no próximo álbum da banda. Com essas músicas e novos músicos, ele monta o Slash’s Snakepit. Matt Sorum e Duff saem logo em seguida, deixando apenas Axl na banda.
Percebe-se que em momento algum a banda teve qualquer tipo de paz entre seus membros, os que estavam chapados demais incomodavam os que se achavam demais, ou era uma somatória de tudo isso. Axl se incomodava quando alguém tentava pegar seu lugar de destaque. Havia claramente uma guerra fria entre Axl, Duff e Slash, um querendo aparecer mais que o outro, sendo que Axl, como cantor, tinha essa função mais cristalizada entre os fãs.
O próprio Axl vivia dando festas e orgias para os amigos, gastando centenas de milhares de dólares por noite em mulheres e drogas. Porém, esse tipo de atitude rebelde sem calça custou caro a Axl. Após o fim da banda, ele teve de passar por uma clínica de reablitação e antes mesmo disso, a banda se esfacelou com cada um indo para seu canto, gravando discos solos e tudo mais.
Hoje em dia, se comenta da possibildade de uma reunião da formação original, mas o próprio Axl, detentor dos direitos sobre o nome da banda, disse que não tem interesse nisso. Desta forma, os outros membros acabam se reunindo, Duff e Sorum tocam com Slash no Velvet Revolver. Só que, estranhamente, aquela harmonia que se via na banda antiga não se repete com os membros separados. É algo de se estranhar. Todos os projetos solos dos membros da banda, até mesmo da própria banda, nunca mais foram sucesso.
Chinese Democracy demorou uma cara para sair no mercado e a recepção do público e crítica foram de estranheza. O disco parecia uma viagem no túnel do tempo. Havia sons que lembravam o final dos anos 90 quando o rock estava tendo surtos industriais com Tool e Nine Inch Nails, músicas mais calmas, músicas com batidas mais atuais, mas nada se parecia com o que se ouvia e se dizia ser Guns n’ Roses. Basta pegar discos como Appetite for Destruction, Lies e Use Your Illusion que se percebia que aquele disco era da banda. Chinese Democracy parece uma anarquia musical, onde ninguém é de ninguém e Axl tenta mandar em todo mundo.
Em uma entrevista recente, quando perguntado sobre seus solos, Slash dizia que quando gravava eles em estúdio, tendia a odiar todos, mas, como alguns deles são eleitos em listas de melhores solos da história do rock, quem é ele para falar qualquer coisa. Em verdade, cada um dos membros antigos era parte importante na criação das músicas, isso sem contar na participação de Mike Clink, produtor de 5 albuns da banda, que somados venderam mais de 90 milhões de cópias.
A união daquelas mentes pensantes e chapadas com tanta droga que criou aqueles grandes álbuns. Hoje em dia, infelizmente, graças ao ego de Axl e o desconforto que ele causa a seus ex-companheiros de banda, só nos resta ouvir os clássicos do Guns e lembrar que um dia, essa banda dominou o mercado fonográfico e influiu milhões e milhões de pessoas pelo mundo.
J.R. Dib











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