Matheus Who explora as dualidades do desejo em “Boys Are Blue” | Música | Revista Ambrosia
em , ,

Matheus Who explora as dualidades do desejo em “Boys Are Blue”

Após chamar atenção com os singles “Deeply” e “My Best Lover”, o cantor e compositor carioca Matheus Who apresenta o clipe de sua mais recente canção, “Boys Are Blue”. Uma confessional composição sobre a bissexualidade do próprio artista, a faixa ressurge em vídeo para expressar a dualidade de desejos, visões e decepções que permeiam toda a letra. A direção ficou a cargo do próprio Matheus, que co-dirigiu ao lado de Guilherme Baptista.

Mergulhando fundo em influências do bedroom pop, que guiam o projeto desde o início, Matheus Who explora outras inspirações neste trabalho. É o caso dos sintetizadores que remetem às décadas de 70 e 80, com tons de Stevie Wonder e Michael Jackson. O que poderia resultar em uma sonoridade solar abre caminho para uma canção emocional e sincera sobre vivências do artista.

“A letra de uma música é muito importante pra mim e minha motivação para escrevê-las sempre foi contar histórias. Eu tento tornar o mais interessante possível pro ouvinte e ao mesmo tempo tornar o mais verdadeiro possível para mim. ‘Boys Are Blue’ é especial, é diferente de tudo que eu já fiz, mas ainda com esse intuito de contar uma boa história. É uma carta aberta à minha sexualidade. Quero representar que amadureci das minhas composições anteriores e da minha banda Carmen. Quero mostrar o quanto eu evoluí tanto musicalmente, na parte da produção e da letra da música, quanto na direção do vídeo”, revela Mateus.

Esses sentimentos são retratados não apenas na letra, mas também na produção da música e do clipe. O instrumental, conduzido pelo engenheiro de som Eduardo Mayrinck e pelo engenheiro de gravação Victor Guerra com contrabaixo adicional de Gustavo Vilela, entrega uma sensação de confusão e sufocamento. A calmaria é temporária, interrompida por um sintetizador que rasga em um riff no refrão.

A vulnerabilidade marca o registro, que traz Matheus em cena em momentos íntimos e também pelas ruas do Rio de Janeiro, dividindo a tela com os convidados Beatrice Alvarenga, Giovanna Phidias, Leonardo Grandelle e o próprio Mayrinck.

“Eu queria representar a dualidade das coisas, muitas vezes mostrando um lado bom e ruim delas. Como a música fala sobre experimentar coisas novas, eu quis brincar muito com efeitos que nunca tinha usado e enquadramentos que eu nunca experimentei antes. Brinco muito com a dualidade alternando entre o digital e o analógico no clipe”, complementa o artista.

O trabalho solo surgiu no quarto de Matheus, onde compõe canções desde o começo da adolescência. Sempre focado na temática do crescimento e aprendizado pessoal, ele se utilizou de experiências para desenvolver letras que dialogam diretamente com a sua geração. A identificação instantânea foi uma das grandes alavancas para o sucesso da banda Carmen, onde atua também como vocalista e guitarrista, no cenário indie nacional.

Opiniões

Participe com sua opinião!

Carregando

0