Morre MC Marcinho, ícone do funk carioca dos anos 90

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Morreu neste sábado (26), no Rio de Janeiro, um dos principais nomes no funk carioca, MC Marcinho. Marcio André Nepomuceno Garcia era conhecido como o Príncipe do Funk sendo um dos criadores e responsáveis pela popularização do chamado funk melody. É autor de grandes sucessos como ‘Glamurosa’, ‘Rap do solitário’, ‘Porque te amo’, ‘Vou catucar’, ‘Tudo é Festa’ e ‘Garota nota 100’.

O funkeiro tinha 45 anos e convivia com cardiopatia e doença renal crônica. Segundo o portal G1, ele estava no CTI desde 10 de julho, após sofrer uma parada cardíaca. Desde então, os médicos vinham tentando salvá-lo com diversos procedimentos, como a implantação de um coração artificial e o uso da Ecmo, uma espécie de pulmão artificial externo. Neste sábado, ele não resistiu.

Marcinho faz parte da leva funk dos anos 90, juntamente com DJ Malboro, Claudinho e Buchecha, Latino e outros, que vinham a bordo da Furacão 2000. Nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, mudou-se para Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro, na adolescência e tornou-se uma voz representativa e proeminente daquela região suburbana carioca.

A projeção nacional de Marcinho se deve muito aos programas de TV de Xuxa (‘Glamurosa’ foi inspirada na Rainha dos Baixinhos) e de Regina Casé. Embora seja associado imediatamente à onda funk dos anos 90, o cantor teve sucessos recentemente como ‘Salve favela’, parceria com o ator e ex-BBB Babu Santana, e ‘Quero te levar’, com a participação da cantora Lourena. Seu clássico ‘Garota Nota 100‘, de 1998, fez parte da trilha sonora da novela “Vai Na Fé”, da Rede Globo, e voltou às paradas de sucesso.

Histórico de acidentes e internações

Essa não é a primeira vez que MC Marcinho luta para sobreviver a uma internação. Em 2006, sofreu um acidente na van onde estava com sua equipe, que bateu em um ônibus, causando a morte de duas pessoas, deixando o artista oito meses hospitalizado. Em 2019 um princípio de infarto o levou à hospitalização, e em 2020 sofreu complicações ao contrair o vírus da Covid-19, quando ainda não havia vacina, e precisou ficar no CTI. Em 2021 ficou em coma por quatro dias por conta de uma infecção bacteriana no pé esquerdo. A doença atingiu o pulmão, e Marcinho passou mais três meses no hospital. Em julho do mesmo ano, precisou implantar um marca-passo devido a problemas cardíacos. A última internação havia sido para ajustar o aparelho, em maio desse ano. Após se submeter a uma cirurgia para implante de um coração artificial, entrou para a fila de espera por um transplante de coração. Em agosto, uma infecção generalizada o tirou da fila pelo transplante.

Marcinho deixa cinco filhos.

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