Nô Stopa acende a Brasa de sua nova fase musical

A cantora e compositora Nô Stopa, conhecida por sua trajetória no folk e no rock rural, herança de seu pai, o mineiro Zé Geraldo, e de mestres como Renato Teixeira e Almir Sater, apresenta uma nova fase musical em seu sexto álbum de estúdio, Brasa, que acaba de chegar às plataformas digitais. Fruto de uma imersão na…


ALBUM BRASA no stopa

A cantora e compositora Nô Stopa, conhecida por sua trajetória no folk e no rock rural, herança de seu pai, o mineiro Zé Geraldo, e de mestres como Renato Teixeira e Almir Sater, apresenta uma nova fase musical em seu sexto álbum de estúdio, Brasa, que acaba de chegar às plataformas digitais.

Fruto de uma imersão na diversidade dos ritmos brasileiros, Brasa celebra seus 25 anos de carreira e marca o reencontro de Nô com o Brasil profundo. Inspirada pelos bailes de forró e pelas rodas de samba da noite paulistana, a artista se dedicou, nos últimos dois anos, à composição de canções que dialogam com o universo musical do país. O projeto conta com parcerias de peso, como Antônio Nóbrega, Vicente Barreto, Danilo Moraes, Zeca Baleiro, Igor de Carvalho, Allex Ribeiro, Márcio Pazin e Marco Vilane, que contribuíram com suas visões e vivências, adicionando camadas de brasilidade ao trabalho.

“2024 foi um ano difícil de trabalho pra mim, e resolvi transformar essa pausa em criação. Me aproximei ainda mais da música brasileira, especialmente do forró”, conta Nô. “Virei frequentadora assídua dos forrós pela cidade, me inscrevi no Instituto Brincante para fazer aulas de treino de ouvido, com Danilo Moraes, e Rima Popular, com Antônio Nóbrega; e comecei a criar repertório, parte sozinha, parte com Danilo. Foi um processo muito leve e divertido, e acredito que isso se reflete no álbum”, conclui.

Cada faixa do disco é uma centelha que acende diferentes paisagens sonoras:

  • Em “Paco Diz que Vai”, um forró feminista e bem-humorado, Nô divide os vocais com Selma Fernands para retratar o típico personagem que promete muito, mas não cumpre.
  • “O Choro da Mulher Motriz”, composta e interpretada ao lado de Antônio Nóbrega, é um choro-canção que reflete os dilemas da mulher      contemporânea, equilibrando fragilidade e força em busca de identidade e autoaceitação.
  • “Vozerio”, parceria com o baiano Vicente Barreto, é um xote-perré que evoca as raízes indígenas para traçar um paralelo poético entre a fluidez das águas e a jornada da palavra até a voz.
  • Em “Queimando por Dentro”, Nô e Zeca Baleiro unem suas vozes em um bolero-canção irreverente, que mistura drama e ironia para cantar uma paixão ardente e perigosa.
  • Já “Tabuleiro da Vida”, assinada e interpretada com Danilo Moraes, é um xote-folk que transforma o percurso existencial em um jogo repleto de reviravoltas e bifurcações, com direito a washboard e sotaque nordestino.

Brasa é um manifesto sonoro que acende memórias afetivas e aponta novos caminhos para a música popular brasileira. Nô Stopa reafirma sua identidade ao mesmo tempo em que se renova, explorando com autenticidade e paixão os ritmos que fazem o Brasil pulsar.

Produzido por Danilo Moraes, Brasa foi realizado com apoio do ProAC PNAB 24/2024, reunindo um time de músicos de excelência como Olívio Filho (sanfona), Guegué Medeiros e Beatriz da Mata (percussões), Serginho Carvalho (baixo), Swami Júnior (violão de 7 cordas), Henrique Araújo (cavaquinho), além do próprio Danilo Moraes na guitarra e no bandolim.

Repertório: 

  1. Bugue no Agadê  (Marco Vilane e Nô Stopa) 
  2. Paco diz que vai  (Danilo Moraes e Nô Stopa)
  3. Queimando por Dentro (Zeca Baleiro e Nô Stopa)
  4. Vozerio (Vicente Barreto e Nô Stopa)
  5. Mestre Minha (Márcio Pazin, Nô Stopa e Anie Stopa) 
  6. Tabuleiro da Vida (Danilo Moraes e Nô Stopa) 
  7. O Choro da Mulher Motriz (Antônio Nóbrega e Nô Stopa)
  8. Sala de Reboque (Danilo Moraes e Nô Stopa) 
  9. Saia da Ilusão (Nô Stopa, Tata Fernandes e Kleber Albuquerque)
  10. Pirex (Igor de Carvalho e Nô Stopa) 
  11. Flecha (Nô Stopa e Allex Ribeiro) 

FICHA TÉCNICA  

Produzido por Danilo Moraes

Mixado por Beto Mendonça 

Masterizado por Carlos Freitas

Produção Fonografica: Sol do Meio Dia

Distribuição: Virgin Brasil

Gravado no ESTÚDIO 185 por Beto Mendonça e Gustavo Trivela do Vale 

Exceto:

Vicente Barreto (voz e violão em “Vozerio”) – gravado por Rafa Barreto no Estúdio Rafa Barreto

Zeca Baleiro (voz) – gravado no Estúdio Al Gazarra

Maquiagem: Valmir Peixoto

Figurino: Lion Melo
Fotos: Carmen Fernandes
Projeto Gráfico: Andrea Pedro

Músicos participantes

  • Olivinho – sanfona
  • Serginho Carvalho – baixo
  • Guegué Medeiros – percussão 
  • Beatriz Da Mata – percussão
  • Danilo Moraes (guitarra, violão de nylon, violão de aço e bandolim)
  • Nô Stopa (voz e violão de aço)
  • Vocais: Demetrius Lulo, Danilo Moraes, Gael Loureiro, Nô Stopa, Simone Julian, Tata Fernandes
  • Participações: Selma Fernandes (voz); Zeca Baleiro (voz); Vicente Barreto (voz e violão de nylon); Antônio Nóbrega (voz); Swami Junior (violão de 7 cordas); Henrique Araújo (cavaquinho)

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