Paul McCartney – Um verdadeiro mito vivo

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Já se foram duas semanas desde que Paul McCartney terminou sua turnê Up and Comming em terra sul-americana com dois shows seguidos na cidade de São Paulo, lotando e esgotando os lugares do Estádio do Morumbi. Aos que acompanharam a edição pela TV parecia algo mágico. Aos que estiveram lá realmente foi mágico. O único Beatle vivo que ainda faz grandes apresentações – Ringo Starr toca apenas em casas fechadas e nunca fez uma turnê realmente mundial – voltou ao nosso país depois de 17 anos de ausência e deixou marcas em nossas terras. Uma delas até virou tatuagem!

Paul já havia passado em dois momentos no Brasil durante o início da década de 1990 e desde então nunca mais tinha tocado por aqui. Os boatos da vinda dele pra cá já se arrastam há anos, desde 2003 mais exatamente quando ele voltou a fazer turnês mundiais de verdade e até gravou um DVD em Moscou na Praça Vermelha. Mas não foi naquele ano, não foi em 2008, não foi em 2009. Enfim 2010 chegou a produtora de Luis Oscar Niemeyer trouxe o homem pra cá para tocar em Porto Alegre e em São Paulo. A turnê Up and Comming passou por vários países e em seu setlist apresentava cerca de 40 músicas num total de 3 horas de apresentação. Ninguém podia botar defeito, nem tinha como. Depois de muito transtorno com Bradesco e Ingresso.com os ingressos estavam em mãos. Era domingo, dia 21 de novembro, e chegava o momento de partir para a capital ver a apresentação lendária deste homem de 68 anos que, 50 anos atrás, havia mudado a música para sempre com seus três amigos de Liverpool.

Durante os anos 1960 Paul, John, George e Ringo movimentavam pessoas – em especial mulheres – completamente loucas por eles, que desmaiavam, choravam, corriam atrás deles e tudo mais. Cinquenta anos depois isso ainda acontece com Sir Paul McCartney conforme podemos ver nos vídeos do Youtube com a chegada do eterno Beatle no Brasil. Isso só nos faz concluir que o mito em volta deste homem continua tão vivo quanto ele que, com 68 anos de idade, consegue correr, cantar, gritar, brincar e dançar como quando era jovem. No show ele falou português, agradeceu, homenageou os fãs e os colegas mortos (John e George) e ainda tocou vários instrumentos (violão, guitarra, piano, baixo, ukelele e banjo). Tocou músicas solo, músicas novas, músicas do Wings e clássicos dos Beatles. E terminou com The End, como não podia deixar de ser!

O desfile de grandes músicas era perfeito e, mesmo que o show parecesse extremamente ensaiado – o que com certeza é – a naturalidade da comunicação dele com seus fãs sobrepuja qualquer coisa combinada entre os integrantes de sua banda e arranca sorrisos e lágrimas de qualquer um presente. Como não podia deixar de ser ele também utilizou grande pirotecnia, explodindo fogos no palco e fora dele durante Live and Let Die e alimentando um telão gigante ao fundo do palco com imagens fantásticas de todas as épocas de sua vida durante cada música. Logo na abertura com Venus and Mars/Rock Show, Jet e All My Loving o público estava completamente ganho.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=xAbdltiF7hM[/youtube]

Foi lindo. Emocionante. O público chorou com Something, com Here Today, com A Day in the Life / Give Peace a Chance e tantas outras canções. Os brasileiros também presentearam aquele senhorzinho com uma chuva de balões brancos durante o hino pacífico de John Lennon, cantaram “We love you yeah yeah yeah” (o que foi retribuído por ele com um “I love you yeah yeah yeah”) e principalmente com mais de 65 mil vozes entoando a plenos pulmões todas as músicas do começo ao fim. Os 65 mil aplaudiram também quando Paul levou um tombo e levantou com a bandeira do Brasil nas mãos.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Jhl50uDZQus[/youtube]

Na última sexta-feira Paul retribuiu tudo isso com um vídeo agradecendo a todos os fãs sul-americanos. Nem precisava, Paul. A gente agradece.

SETLIST DA APRESENTAÇÃO

  • Venus And Mars/Rock Show
  • Jet
  • All My Loving
  • Letting Go
  • Drive My Car
  • Highway
  • Let Me Roll It/Foxy Lady (Jimi Hendrix)
  • The Long and Winding Road
  • Nineteen Hundred and Eighty-Five
  • Let ‘Em In
  • My Love
  • I’ve Just Seen a Face
  • And I Love Her
  • Blackbird
  • Here Today
  • Dance Tonight
  • Mrs Vanderbilt
  • Eleanor Rigby
  • She’s leaving home
  • Something
  • Sing The Changes
  • Band On The Run
  • Ob-La-Di, Ob-La-Da
  • Back in the U.S.S.R.
  • I’ve Got a Feeling
  • Paperback Writer
  • A Day in the Life/Give Peace A Chance
  • Let It Be
  • Live and Let Die
  • Hey Jude
  • Day Tripper
  • Lady Madonna
  • Get Back
  • Yesterday
  • Helter Skelter
  • Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Reprise)/The End

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One thought on “Paul McCartney – Um verdadeiro mito vivo

  1. Paul mccartney é muito mais que um mito,é o maior compositor da história da música mundial de todos os tempos.Suas lindas melódias marcaram o séc.xx ,e continuarão marcando os séculos seguintes,pois Paul continua produzindo de forma brilhante,como sempre o fez em sua longa e vencedora estrada.