Das Cinzas à Música: Paulinho Moska Traz Seus “Violões Fênix” ao Rio de janeiro

Em apresentações carregadas de simbolismo e poesia, o cantor dá voz a instrumentos criados por um bombeiro-luthier a partir de madeiras resgatadas do trágico incêndio de 2018 Nos dias 1º e 2 de agosto, o cantor e compositor Paulinho Moska sobe ao palco do Teatro Nelson Rodrigues, na CAIXA Cultural RJ, para apresentar o show…


Em apresentações carregadas de simbolismo e poesia, o cantor dá voz a instrumentos criados por um bombeiro-luthier a partir de madeiras resgatadas do trágico incêndio de 2018

Nos dias 1º e 2 de agosto, o cantor e compositor Paulinho Moska sobe ao palco do Teatro Nelson Rodrigues, na CAIXA Cultural RJ, para apresentar o show “Os Violões Fênix do Museu Nacional”. A apresentação celebra a impressionante ressurreição de parte do patrimônio destruído no trágico incêndio que devastou o museu em 2018.

No centro do palco estarão dois violões muito especiais. Eles foram confeccionados artesanalmente pelo luthier e subtenente do Corpo de Bombeiros, Davi Lopes, utilizando exclusivamente madeiras nobres que resistiram ao fogo na Quinta da Boa Vista. Munido de microfones de alta definição, Moska fará o público ouvir a sonoridade única de materiais que carregam mais de dois séculos de história.

Cinema, Memória e Grandes Sucessos

A experiência do espetáculo vai além da música. Nos primeiros 15 minutos, a plateia assistirá à projeção do documentário “Fênix – O Voo de Davi” em um telão ao fundo do palco. O filme, disponível no Globoplay e dirigido por João Marcos Rocha e Roberta Salomone com roteiro de Vinícius Dônola, narra a saga da construção dos instrumentos e tem como tema principal a emblemática faixa “Tudo Novo de Novo”, de Moska.

Logo após a exibição, o artista assume o comando com os Violões Fênix para revisitar suas mais de três décadas de carreira solo. O repertório traz clássicos indispensáveis que ganham novos significados diante do conceito de renascimento do show, incluindo: ‘A Seta e o Alvo’, ‘Pensando em Você’, ‘A Idade do Céu’, ‘Lágrimas de Diamantes’, ‘Último Dia’, ‘Muito Pouco’.

O show reserva ainda um momento especial: a interpretação de “A Dor Traz o Presente”, uma melodia inédita do mestre Pixinguinha que ganhou letra escrita especialmente por Paulinho Moska.

A Terceira Vida da Madeira: O Coletivo Fênix

O projeto é uma celebração da capacidade de superação humana e artística. O incêndio de 2018 consumiu cerca de 20 milhões de itens catalogados do Museu Nacional. Davi Lopes, que trabalhou no combate às chamas naquela noite, uniu sua profissão militar à paixão pela luteria para resgatar pedaços de vigas e mobiliários carbonizados, transformando-os em seis violões de alta qualidade que hoje integram o acervo oficial do museu.

Para viabilizar a ideia, formou-se o Coletivo Fênix, que reúne jornalistas, produtores e grandes nomes da MPB, como Gilberto Gil e Paulinho da Viola. Padrinho de dois desses instrumentos, Moska já levou essa história para o exterior em 2022, durante uma turnê por Portugal, e agora traz essa “grande metáfora da vida” de volta para casa.

SERVIÇO – PAULINHO MOSKA

  • Show: Os Violões Fênix do Museu Nacional
  • Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro Nelson Rodrigues
  • Endereço: Avenida República do Paraguai, 230 – Centro, Rio de Janeiro/RJ (Próximo ao metrô Carioca)
  • Datas e Horários: 1º e 2 de agosto (sábado e domingo), às 18h
  • Ingressos:
    • Plateia: R$ 40,00 (inteira) / R$ 20,00 (meia-entrada)
    • Balcão: R$ 30,00 (inteira) / R$ 15,00 (meia-entrada)
    • Benefício: Desconto de meia-entrada estendido também a clientes CAIXA.
  • Classificação indicativa: 14 anos
  • Acessibilidade: A sessão do dia 1º de agosto contará com tradução e interpretação em Libras.