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Peter Björn And John retornam sacolejantes com “Breaking Point”

O Peter Björn And John é uma banda de indie pop/rock sueca, formada em Estocolmo em 1999. Os membros atuais são Peter Morén (vocais, guitarra, gaita), Björn Yttling (vocais, baixo, teclados) e John Eriksson (bateria, percussão e vocais) e são mais conhecidos pelo hit indie ‘Young Folks’, do álbum “Writer’s Block”, de 2006. A música se tornou obrigatória em festas indie nos quatro cantos do globo, inclusive no Brasil, e até ganhou um cover (tão legal quanto) dos ingleses do Kooks. Agora, cinco anos após o lançamento de seu último trabalho, “Gimme Some”, chega “Breaking Point” (PBJ Musik, 2016).

Nesse meio tempo, eles até haviam criado o próprio selo construíram seu próprio estúdio, produziram outros artistas, e cada um trabalhou em projetos solo. Quando eles decidiram se juntar para fazer esse sétimo álbum, eles recorreram a produtores de fora para ajudá-los a obter um som pop moderno e suave. Ao chamar Patrik Berger, Paul Epworth, Greg Kurstin, e Emile Haynie, eles se valeram dos serviços de caras que tinham trabalhado com artistas tão distantes de seu som como Kanye West, Adele e Linkin Park. O que se pode dizer é que trata-se de um álbum essencialmente dançante.

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O disco começa em clima festivo com a animadinha ‘Dominos’, que apesar da letra um pouco niilista, é perfeita para a pista. A faixa seguinte, ‘Love Is What You Want’, é outro technopop que cai bem na pista de dança. ‘Do-Si-Do’ já envereda pelos anos 70 e remete ao Eletric Light Orghestra. É uma composição pop deliciosa e inspirada. ‘What You Talking About’ é uma faixa pouco criativa e até usa de um recurso sonoro que acena para o icônico assobio de ‘Young Folks’. Na faixa título, ‘Breaking Point’, temos o trio mais uma vez homenageando os anos 70, soando glam, inclusive com os vocais de Peter lembrando bastante os de Marc Bolan do T. Rex.

Os anos 80 retornam como inspiração na faixa seguinte, ‘A Long Goodbye’, que pode até nõ ser a melhor música composta pelo trio, mas é outra prova do poderio de fogo pop que possuem. ‘Nostalgic Intellect’, uma das melhores do álbum mostra a veia sessentista dos rapazes, com uma pomposa melodia beatlesque. É daquelas que grudam no ouvido e clamam por uma audição em looping. A urgente ‘In This Town’ traz a faceta mais minimalista da banda, com pegada pós-punk/new wave circa 1979/80. ‘Hard Sleep’ é outra candidata a hit, e reúne as características para tal. Letra e melodia fáceis, e perfeitamente dançante. ‘It’s Your Call’ mantém a coesão e é sucedida pela empolgante ‘Between the Lines’, mais uma a evocar os anos 60. O disco fecha com ‘Pretty Dumb, Pretty Lane’, um power pop que, apesar de meio brega, busca a tradição de sonoridade do trio.

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No geral, “Breaking Point” pode não ser o trabalho mais brilhante do Pete Bjorn And John, mas é um disco de indie rock que merece a devida atenção, e mantém a qualidade do trabalho que os suecos tem feito nesses 14 anos. Boas melodias, uma produção de qualidade, a voz de Peter, como sempre, expressiva, e apoiada nos competentes baixo e bateria de Bjorn e John respectivamente, que compensam a falta de virtuose (desnecessária no contexto, é bem verdade) com criatividade. Não há nenhuma música que possa ter o mesmo êxito comercial de ‘Young Folks’, mas são 40 minutos de audição divertida e competente em seu objetivo.

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