Quais artistas mais se destacaram no Halftime Show?
Sou muito fã e estudioso do Halftime do Super Bowl. Aquele carnaval da cultura Pop (gringa) me seduziu lá na infância quando o Fantástico mostrou trechos da apresentação ABSURDA do Michael Jackson, em 1993. Lembro de ficar chapado com a possibilidade de se fazer ESPETÁCULO com a possibilidade lúdica do CINEMA. Foi mais ou menos assim que li na época e continua fazendo todo sentido. Domingo teremos a edição provocativa de Bad Bunny e resolvi fazer um ranking das Melhores Performances.
Tem um perfil de halftime que é basicamente do show puro e simples. Se por um lado, particularmente, acho que não dão conta da suntuosidade do evento (e do senso de espetáculo que ele pede!), por outro, a gente conta com a força dos artista, afinal, The Who (2010) e The Rolling Stones (2006) nem precisam de alegorias. Destaque para a jovialidade na performance de Paul McCartney em 2005!

Há momentos em que o senso de espetáculo e o vigor do show em si casam perfeitamente e viram História. O halftime da Diana Ross, em 1996 (como esquecer a saída dela do palco de helicóptero ABERTO ?!!!) e o uníssono poderoso de Prince (2007) para com a plateia cantando “Purple Rain”, são exemplos dessa genialidade. OBRA-PRIMA!!!

Tem umas edições curiosas como a de Coldplay (2016), que apesar de ser eclipsado pela performance incrível nos feats com Beyonce e Bruno Mars, entregaram sim um grande show, bem a sua maneira lúdica; o show high-tech do Black Eyed Peas (2011), que hoje soa muito mais datada que exemplares da década de 90, por exemplo; e o valor afetivo em 2002, com U2 homenageando os mortos do 11/09!

E os muitos exemplares fraquíssimos ao longo dos anos (por um recorte mais recente);
Usher (2024) fazendo exatamente o mesmo e inchado show de sua residência em Vegas
Maroon 5 (2019) parecendo uma banda de casamento num evento corporativo ZzZzzzzz
Justin Timberlake (2018) não tinha estética e seus hits perdiam efeito na profusão de obviedades (a entrada foi a mesma de seu VMA e o final, o mesmo do Oscar)
Janet Jackson (2004): por motivos de… Justin Timberlake (o pós evento foi ainda pior!)

Existe uma maldição do Halftime que são os shows homenagens que, invariavelmente NUNCA funcionam. Em 1994, fizeram uma elegia à música country raiz e foi sonolento; em 1997, nem mesmo James Brown conseguiu segurar a falta de química na escalação da homenagem ao blues e ao rock e, agora em 2022, um timaço com Dr Dre, Eminem, Mary J. Blige, Anderson .Paak e Kendrick Lamar + um cenário até bem legal, foi tão cenicamente fragmentado, que a importância da homenagem ao HIP HOP se esvaiu na banalidade de sua direção (Kendrick e Eminem foram os únicos ali que honraram a responsabilidade)

Há as ótimas performances que merecem menção honrosa num possível ranking dos melhores:
Kendrick Lamar (2025) fez um halftime operístico, decupado, quase em prosa. Ele não é um ARTISTA de lugares comuns. AMASSOU!
Katy Perry (2015) investiu num show colorido, quase infantil. Mas soube preencher bem os espaços que cobria na época. Bons tempos…

Shakira e Jennifer Lopez (2020): foi mais importante que realmente bom. Entretanto elas abriram caminho para o show que veremos esse ano. E com propriedade!

The Weeknd (2021) pegou o desafio de entregar um show desse tamanho, em meio a uma pandemia. E fez um baita espetáculo, desviando de qualquer limitação. Seus clones machucados coreografados naquele gramado imenso foi CINEMA!
5° lugar – Rihanna (2023)

Ela não prometeu nada e entregou tudo. Essa performance tem uma ousadia cenográfica insana (fico imaginando quando o diretor trouxe a ideia!) e Rihanna, que estava (está ainda!) longe da música e grávida, confirmou que para além de gogó, sua propriedade está na sua performance e o espetáculo dá forma a isso brilhantemente.
4° lugar – Lady Gaga (2017)

Lady Gaga deu tudo de si num show deliciosamente histriônico e catártico. A abertura com drones fazendo a bandeira americana, ja nasceu antológica!
3° lugar – Beyoncé (2013)

Um dos halftimes mais aguardados! Beyonce fez de 2013 seu maior espetáculo! Muito baseado na sua potência vocal e diálogo com gêneros musicais. Depois saberíamos que esse foi o início de uma era de upgrades que perdura até hoje.
2° lugar – Michael Jackson (1993)

O REI. O pioneiro. Quem transformou o evento na estatura POP que tem hoje. Depois desse show dele, tudo mudou. A gente até finge que não vê o sentimentalismo cafona daquele final. Mas isso era tão Michael também…
1° lugar – Madonna (2012)

O pódio para mim sempre será dela. Até hoje ninguém compreendeu tanto o que é a medida de espetacularização para um show do gabarito de um intervalo de superbowl como ela. Ok, que o fato de abusar do playback, é um ponto frágil, mas no conjunto é o mais completo de todos os shows feitos no evento!
Todos os shows estão disponíveis no canal da NFL no YouTube








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