No universo da televisão infantil brasileira dos anos 90, poucos programas marcaram tanto quanto o “Disney Cruj”. Comandado por jovens apresentadores mascarados, o programa conquistou uma legião de fãs e se tornou um ícone cultural. Recentemente, Diego Ramiro, conhecido como Caju, voltou aos holofotes e abriu o jogo sobre os bastidores do programa e as rígidas regras impostas pela Disney.
Em entrevista exclusiva, Diego Ramiro revelou que, apesar do sucesso, nem tudo eram flores. Ele contou que frequentemente era alvo de deboches por conta da máscara que usava no programa. “Ficava puto da vida com isso. Às vezes, eu ia em alguns lugares fazer reportagens e sempre tinha aquele adolescente um pouco mais velho que queria sacanear. Eu passava e gritavam: ‘Ae, tiazinha’, e eu ficava me mordendo. Falei: ‘Me chama de Zorro. Não de Tiazinha’”.
Além dos desafios pessoais, Ramiro também enfrentou diversas restrições impostas pela Disney. Segundo ele, o contrato proibia comportamentos como fumar e beber em público. “No nosso contrato, tinha que eu não poderia fumar e tomar bebida alcoólica em público. E aí o segredo qual era? Tava no meio do carnaval, queria tomar uma cerveja e os meus amigos colocavam numa latinha de Coca-Cola”.
As restrições não paravam por aí. Palavras como “calcinha” e “cueca” eram vetadas e substituídas por termos mais neutros como “roupas íntimas”. “Tinham coisas da Disney que eu não poderia falar no programa, sei lá, calcinha, cueca. Tinha que falar roupas íntimas. Tinha um exagero deles com relação ao posicionamento da marca”.
Apesar das dificuldades, Diego Ramiro olha para trás com carinho e gratidão: “Foi um processo de crescimento e aprendizado. Hoje, vejo o quanto isso tudo contribuiu para minha formação pessoal e profissional”.
O relato de Ramiro oferece uma visão fascinante dos bastidores de um dos programas mais queridos da TV brasileira, revelando os desafios e as peculiaridades de trabalhar sob a marca Disney.
Via UOL, X









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