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As melhores HQs publicadas nos EUA em 2011 – Alternativas e clássicas

 

Consagrados autores de quadrinhos, como Chris Ware e Charles Burns não tiveram nenhuma nova obra lançada em 2011. Daniel Clowes apenas republicou uma HQ de 2004. Então, com poucas exceções, 2011 foi o ano dos clássicos, relançados em cuidadosas edições de luxo. A Fantagraphics foi a editora que mais se destacou, além de lançar desde HQs underground até clássicos cultuados, agora está publicando uma série de coletâneas com os melhores autores da Disney. Sempre em edições luxuosas, com textos explicativos e excepcional reconstituição das cores originais dos quadrinhos.

Abaixo, sem ordem de preferência, os melhores quadrinhos clássicos e alternativos publicados nos EUA em 2011:

Big Questions, de Anders Nilsen

Um dos mais talentosos autores contemporâneos, Nilsen cria uma fábula niilista, na qual um grupo de pássaros discute entre si a respeito de um avião militar acidentado. A arte segue o estilo minimalista da obra mais conhecida do autor: Dogs and Water, de 2007.

The Death-Ray, de Daniel Clowes

A HQ mais terrível e pessimista de Clowes, talvez sua obra prima. Sátira e homenagem aos quadrinhos de super-heróis. Um retrato desolador da adolescência. Poucos autores conseguem reunir tanta amargura em tão poucas páginas. Publicada originalmente em 2004, The Death-Ray está sendo relançada em capa dura e com rascunhos e artes originais do autor.

Congress of the Animals, de Jim Woodring

Frank é o gato antropomórfico que vive em um mundo surreal habitado por criaturas bizarras. Nesta segunda graphic novel de Woodring, estranhos acontecimentos e personagens surreais atormentam Frank, após sua casa ser destruída. O mundo criado por Woodring é original, belo e assustador. Seus roteiros podem ser incompreensíveis, às vezes, mas são sempre intrigantes e encantadores.

The Hidden, de Richard Sala

HQ de horror apocalíptica, para não ser levada a sério. Os personagens de Sala parecem saídos de antigos filmes de terror e mistério, e seus enredos possuem uma leveza rara nas narrativas do gênero. A arte colorida torna ainda mais atraentes os desenhos retorcidos do autor.

The Armed Garden and Other Stories, de David B.

O livro reúne três ótimas histórias escritas e desenhadas pelo autor de Epilético e Pequeno Pirata. Em The Armed Garden, David B. cria universos fantásticos habitados por personagens históricos, míticos e mágicos. Arte belíssima e enredos repletos de imaginação.

Habibi, de Craig Thompson

Obra de ficção do autor de Retalhos. Uma parábola que tem como personagens duas crianças refugiadas; e também uma reflexão sobre Cristianismo, Islamismo e, sobretudo, relações humanas. Deve ser lançada no Brasil em 2012.

Pogo – Vol. 1: “Through the Wild Blue Wonder”, de Walt Kelly

Após trabalhar como animador da Disney em filmes como Dumbo e Fantasia, Kelly lançou em 1948 sua própria tira de quadrinhos para jornais: Pogo. As divertidas trapalhadas do gambá Pogo e outros animais do pântano Okefenokee foram ganhando um caráter político que atingiria o ápice nos anos 1960. Walt Kelly era um artista completo: seus desenhos eram graciosos, suas narrativas eram simples e divertidas ao mesmo tempo em que provocavam o leitor com toques de metalinguagem e conteúdo político. Seus textos eram lapidados com a sensibilidade de um grande escritor satírico.

Popeye Vol. 5: “Wha’s a Jeep?”, de E.C. Segar

Popeye é um personagem revolucionário e Segar foi um dos gênios que transformaram as primitivas narrativas gráficas em modernas tiras de quadrinhos, com seu humor insano. Neste volume, além da primeira aparição do personagem Jeep, o marinheiro briguento vive aventuras absurdas, torna-se o governante de uma ilha, e ainda tenta ensinar boas maneiras a seu pai “cabeça-dura”. Além das tiras diárias publicadas em preto e branco nos anos 1930, o volume também traz as HQs dominicais, reproduzidas nas cores originais.

Prince Valiant Vol. 4: 1943-1944, de Hal Foster

Obra prima dos antigos quadrinhos de aventura, continua atual graças principalmente à fantástica arte realista de Foster. Paisagens e batalhas épicas são reproduzidas com perfeição pelo autor, transformando o espaço limitado de cada quadrinho em uma janela para um mundo onde personagens históricos convivem com seres mitológicos. A impressão cuidadosa, em tamanho grande e com capa dura, além de uma meticulosa reprodução das belas cores originais fazem desta coleção da editora Fantagraphics um modelo para publicação de quadrinhos clássicos.

Walt Disney’s Donald Duck: Lost in theAndes, de Carl Barks

Carl Barks foi o melhor autor de quadrinhos da Disney. Mesmo quem já tem todas as HQs de Carl Barks vai querer comprar este livro. É a primeira vez em que estes quadrinhos estão sendo reeditados com as cores originais, restauradas digitalmente. A edição luxuosa, com capa dura e papel de qualidade, inclui textos sobre todas as HQs reunidas no volume.

Lil Abner Vol.3, de Al Capp

O personagem Lil Abner ficou conhecido no Brasil como Ferdinando, membro incrivelmente ingênuo da Família Buscapé. As tiras criadas por Al Capp inicialmente satirizavam os caipiras americanos, mas com o tempo o autor refinou seus roteiros e passou a tecer hilárias críticas sociais. Este terceiro volume reúne tiras publicadas entre 1939 e 1940, e mostra o início do período mais criativo de Capp.

Little Lulu Volume 26: The Feud and Other Stories, de John Stanley

As editoras Dark Horse e Drawn and Quarterly estão republicando as melhores obras de John Stanley com as cores originais. Assim como Carl Barks, Stanley costumava trabalhar anonimamente com personagens criados por outros artistas. Little Lulu (Luluzinha) era uma personagem de cartuns sem nenhuma profundidade, até que Stanley a levou para os quadrinhos, acrescentou um monte de personagens e criou um universo inquieto e divertido que raramente excedia poucos quarteirões.

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