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Kerouac, “Geração Beat” em quadrinhos

Para quem já leu “On the road”, de Jack Kerouac, o relato de uma viajem movida a drogas, álcool, sexo livre e Jazz que se expressa na memória de qualquer um que se aventurou com os beats em sua expressiva forma de literatura. Kerouac, um dos fundadores, junto a Allen Ginsberg e William Burroughs, do movimento artístico que ficou mundialmente conhecido como “Geração Beat”, torna a escrita compulsiva, o pensamento desordenado, a linguagem informal (com palavrões mesmo, além das gírias) e a desordem sem preocupações com acentuação ou pontuação de seu livro “de sete anos em três semanas” características marcantes que influenciaram toda uma geração de jovens.
kerouac_01Para citar um exemplo o entusiasmo de muitos movimentos estudantis e dos Hippies, e quem não lembra das canções de Bob Dylan e Jim Morrison? Um pouco de História; para ambientarmos, em meados dos anos 1950, a Geração Beat era composto por jovens intelectuais norte-americanos que, cansados da monotonia da vida ordenada e da idolatria à vida suburbana na América do pós-guerra, resolveram criar sua própria revolução cultural através da Literatura.

Pois, meus caros, para quem quer conhecer esse autor, a Devir tem um livro em quadrinhos com o título Kerouac, que narra a vida do escritor de uma forma bastante concisa. O idealizador da HQ é o João Pinheiro, um artista plástico, ilustrador e quadrinista mineiro que consegue ambientar muitos dos aspectos da personalidade de Kerouac, como sua paixão pela Literatura e sua firme determinação de tornar-se um grande escritor; sua religiosidade a coexistir, em um paradoxo apenas aparente, com o desregramento e dissipação;  a sua intensa ligação com a Música, especialmente com o Jazz que inspirou sua “Prosódia Bop”; os relacionamentos sempre complicados com mulheres. Como também momentos emblemáticos: a infância em Lowell e a relação com seu irmão Gérard, a formação do grupo Beat através da amizade com William e Allen, o modo como renegou a Geração Beat em seus últimos e melancólicos anos de vida.

Em pouco mais de cem página, temos uma  adaptação de uma vida com  uma narrativa veloz, abordando os acontecimentos mais marcantes da vida de Jack; revê sua trajetória literária, suas conquistas, decepções, paixões, contradições, influências estéticas e sua relação com os Estados Unidos de sua época. Da mesma forma que para Jack e os beats não havia fronteira entre a Literatura e a Vida, os fatos desta narrativa se entrelaçam novamente com a Vida, só que agora em quadrinhos. a síntese da vida se completa com os traços do autor, bem firmes, em preto e branco numa Graphic que salta aos olhos. Recomendo.

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Ativista

Publicado por Cadorno Teles

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Mítico onde deveria ser humano, “Lovelace” é bem frustrante