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O legado de George Pérez

Pérez sempre será lembrado por seu impacto colossal na indústria, juntamente com sua gentileza com fãs e amigos.

O legado de George Pérez | Astros | Revista Ambrosia

Na sexta-feira, dia 06 de maio, a lenda George Pérez faleceu em sua casa aos 67 anos. De acordo com uma atualização postada por sua amiga Constance Ezra, ele passou seus últimos momentos cercado pela família e não sentiu dor.

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Pérez anunciou em dezembro que tinha câncer de pâncreas no estágio 3, que era inoperável. Na época, disse que sua expectativa de vida era de seis a doze meses.

Apesar de saber que seu tempo era limitado, é seguro dizer que ninguém estava emocionalmente preparado para a notícia da morte de Pérez. Além de ser um artista lendário, era conhecido por sua incrível bondade. Ele estava aposentado do trabalho em quadrinhos em tempo integral desde 2019, mas seu impacto na indústria continua sendo sentido. Nossa singela homenagem a um dos maiores quadrinistas de todos os tempos

Vida e Carreira

George Pérez nasceu em 9 de junho de 1954, em Nova York, filho de imigrantes porto-riquenhos. Começou a desenhar aos 5 anos. O primeiro envolvimento de Pérez com a indústria de quadrinhos foi como assistente de Rich Buckler (1949-2017) em 1973; e estreou profissionalmente numa sátira sem título do personagem de Buckler, Deathlok em Astonishing Tales # 25 (agosto de 1974).

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Logo Pérez tornou-se um regular da Marvel Comics, desenhando uma série de Sons of the Tiger, uma tira serializada de ação e aventura publicada na revista Deadly Hands of Kung Fu da Marvel e de autoria de Bill Mantlo (1951). Com o qual criaram o Tigre Branco (primeiro super-herói porto-riquenho dos quadrinhos), um personagem que logo apareceu nos títulos do Homem-Aranha. Pérez ganhou destaque com o quadrinho da equipe de super-heróis da Marvel, Os Vingadores, começando com a edição #141. Mas na década de 1970, Pérez ilustrou vários outros títulos da Marvel, incluindo Os Inumanos; e Quarteto Fantástico.

Em 1980, enquanto ainda desenhava Os Vingadores para a Marvel, Pérez começou a trabalhar para a rival DC Comics. Oferecendo as tarefas de arte para o lançamento de  Novos Titãs, escrito por Marv Wolfman (1946), o verdadeiro incentivo de Pérez foi a oportunidade de desenhar Liga da Justiça da América, após a morte de Dick Dillin (1928-1980), mas o desenhista ficou mais tempo, quatro anos desenhando a equipe de jovens heróis.

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Em 1984, sai do título dos Titãs, para se concentrar em seu próximo projeto com Wolfman, o evento do 50º aniversário da DC em 1985, Crise nas Infinitas Terras. “Crise” supostamente apresentava todos os personagens que a DC possuía, em uma história que reestruturou radicalmente a continuidade do universo DC. Com Dick Giordano (1932-2010), Mike DeCarlo (1957) e Jerry Ordway (1957) trouxe uma das maiores histórias de super-heróis de todos os tempos.

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Seguiu com outras histórias, mas foi com a Mulher Maravilha que Pérez desempenhou um papel fundamental no reboot de 1987, desenhando e roteirizando por mais três anos. Retorna ao título dos Novos Titãs em 1988 e chega ao Super-Homem em 1989, esteve envolvido com o Superman em várias ocasiões ao longo de sua carreira. Entretanto, o trabalho pesado em duas séries e a questão da Guerra dos Deuses, fez com que saísse da DC.

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Mas ao mesmo tempo que fazia a Guerra dos Deuses pela DC, em 1991, Pérez assinou contrato para escrever a série limitada de seis edições Desafio Infinito para a Marvel Comics, escrita por Jim Starlin. ​​No entanto, devido à turbulência acontecendo simultaneamente com Guerra dos Deuses, este foi um período pessoal muito estressante para Pérez, e ele não conseguiu terminar de desenhar toda a série da Manopla do Infinito.

Por causa dos desastres sobre Guerra dos Deuses e Manopla do Infinito, Pérez começou a ganhar reputação como um criador que não conseguia terminar os projetos conforme planejado. Aprofundando essa impressão, ele trabalhou com editoras independentes de quadrinhos, criando títulos que perdia o entusiasmo ao longo do tempo.

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Na década de 1990, Pérez saiu dos holofotes, embora tenha trabalhado em vários projetos, como Futuro Imperfeito com o Hulk (1992), Jovens Titãs (1996) e o crossover entre o Surfista Prateado e o Superhomem (1996).

Pérez finalmente retornou a um grande título em andamento para a terceira série de Os Vingadores, escrita por Kurt Busiek (1960) onde permaneceu por quase três anos, novamente recebendo críticas positivas e aclamação dos fãs por sua arte polida e dinâmica. Depois de deixar a série, ele e Busiek produziram o tão esperado crossover entre empresas JLA/Avengers, que foi impresso no final de 2003.

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Entra em duas editoras novas a Gorilla Comics (1997) e a CrossGen (2000), volta a DC Comics como artista convidado até que em 2011 assume a série do Super-Homem, entretanto em 2012, sai do título e explica que sua saída como uma reação ao nível de supervisão editorial que aconteceu.  Isso incluiu razões inconsistentes dadas para reescrever seu material, a incapacidade dos editores de explicar a ele aspectos básicos do status quo do Novo 52 Superman e restrições impostas pela narrativa em Action Comics, ambientada cinco anos antes do título que assumiu, uma situação complicada.

De 2014-2016, Pérez escreveu e desenhou seis números de sua própria criação Sirens, publicados pela BOOM! Estúdios. Uma minissérie de ficção científica dedicada a um grupo de mulheres com poderes extraordinários, que lutam contra o mal através do tempo e do espaço.

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Em 2019, Pérez anunciou que estava se aposentando devido a vários problemas de saúde e continuaria a produzir apenas para convenções por comissão e participaria de um número limitado de convenções. E em 2021, o diagnóstico de câncer e sua inevitável morte. Descanse em paz, mestre.

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