Papeando sobre Captain America: Reborn #2

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[o artigo abaixo contém spoilers]

A retomada da aguardada série Captain America: Reborn nesta segunda edição ainda não trouxe explicações muito claras do que será feito para a tão esperada volta de um dos maiores heróis da Marvel, mas alguns pontos foram bem interessantes e são neles que este artigo irá se focar.

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Nesta edição ficou mais do que claro a influência da série de TV Lost nesta minissérie de 5 edições. Para quem não se lembra, ou mesmo não acompanha este programa, o oitavo episódio da terceiro temporada, chamado de Flashes Before Your Eyes, mostrava o personagem Desmond tendo sua mente se deslocando no tempo como se estivesse presa num loop temporal em determinadas épocas de sua vida. Basicamente, seus pensamentos e lembranças se transportavam da ilha para anos muito antes de isso acontecer, o colocando em xeque a cada bizarra memória que lhe vinha em mente, definindo seu destino de aceitar tomar certos caminhos que o levariam para a estranha ilha. É exatamente isso que está acontecendo com o Capitão América.

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Boa parte desta edição mostra o herói preso nos tempos de Segunda Guerra Mundial pensando como diabos ele foi parar ali e como ele necessita muito de mentes como a de Tony Stark e Reed Richards para resolverem este grande mistério. Essa parte da história é realmente muito boa, pois é a prova definitiva de que, mesmo sem corpo – lembrando que nele foi feita uma autópsia, ele foi enterrado etc – sua mente se lembra dos últimos acontecimentos antes de sua morte, o que mostra que há uma conexão do herói com o presente momento na cronologia Marvel. E como se isso não bastasse, a arte de Bryan Hitch / Butch Guice nas cenas da Guerra são tão impressionantes que é quase como se o leitor estivesse dentro dela como um soldado. Aliás, isso me lembrou muito a música Longest Day, do Iron Maiden, que fala justamente sobre o Dia D.

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No presente, Reed, Hank Pym e Sharon Carter tentam achar uma forma de entender os malignos planos de Zola com o Caveira Vermelha que, somados ao dispositivo temporal do Dr. Destino (aquele mesmo usado na primeira história dele por Stan Lee e Jack Kirby), fizeram algo ao Capitão que ainda não foi compreendido por eles. Reed ainda não conseguiu montar a conexão disso, como certamente nem os leitores, mas a história parece estar caminhando para uma solução breve nas próximas edições.

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O terceiro plano de narrativa é estrelado pelo atual Capitão, Bucky, que acaba capturado junto à Viúva Negra pelos Vingadores de Norman Osborn. O grande vilão então revela seu plano: ele liberou para a mídia mundial que Sharon foi a segunda responsável pela morte do maior símbolo patriota dos EUA, e ele a quer em suas mãos, caso contrário ela terá que viver com a morte de mais um Capitão na consciência.

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A história não teve nenhum acontecimento bombástico, menos ainda reveladores, mas teve um excelente ritmo e muito boa narrativa. As motivações dos vilões por trás desta grande conspiração ainda são um mistério, o que pode ser desapontante para muitos leitores, mas ainda vale a curiosidade pelo tanto que a série promete.

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One thought on “Papeando sobre Captain America: Reborn #2

  1. Mas como será que vai ficar? Afinal durante a guerra civil ele foi meio que escrachado pelo Reed Richards e principlamente pelo Stark. Pelo menos o Pym e a Van Dyne acharam que estavam do lado errado. Não vai ser um choque voltar com o cara e a reação dos um milhão de Vingadores? Tipo os da iniciativa foram meio duas-caras né? A verdade e que eu não consigo ver de maneira natural a volta dele. Mas bom, nos sempre podemos nos surpreender, então vou esperar o resto da historia e ver como fica.