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Sword Art Online, a light novel finalmente

A série Sword Art Online em nosso país é bastante conhecida desde 2012, com vários materiais já lançados, além do anime que hoje encontramos facilmente na Netflix. SAO surgiu de uma light novel escrita por Reki Kawahara para um concurso, mas que tinha muitas páginas e não poderia participar do concurso.

O autor decidiu fazer um site e publicar lá sua história, até ocorrer sua publicação em 2009 e gerar os diversos produtos. A Panini ouviu enfim os pedidos e trouxe recentemente o primeiro volume de dois desta light novel e que aqui colocamos nossas impressões.

Começamos a avisar que aqueles que conhecem .hack do estúdio CyberConnect2 não encontrarão nada novo, pois sem dúvida a série inventou tudo o que se podia nos mundos online, mas admitiremos que Sword Art Online consegue renovar e criar uma história crível de amor que parecia impossível dentro do tema.

A narrativa nos leva a um futuro próximo, onde a realidade virtual já é uma realidade e se coloca à venda um novo jogo, o mais imersivo da história: Sword Art Online. Se trata de um VRMMORPG, o primeiro game de realidade virtual on-line para multijogadores, onde Akihiko Kayaba, o criador do jogo tem planos misteriosos para os jogadores. E lá conhecemos o mundo virtual de Aincrad, no qual Kirito, um dos sortudos betatesters do jogo, e outros milhares de pessoas são levados e só podem retornar ao mundo real quando completar todos os andares do Castelo de Aincrad.

Além disso, para derrotar os desafios de cada nível, cada jogador deve evitar que sua barra de vida chegue a zero, porque morrerão tanto em Aincrad quanto na vida real. Neste contexto, Kirito, junto com outros companheiros como Asuna , Klein ou Agil , se reunirá para avançar na torre derrotando o desafio final de Aincrad.

Desenhos do mangá, lançados anteriormente pela Panini

Os personagens de SAO são reflexos característicos de um shonen. Kirito , é um cara solitário que não quer companheiros, mas decide com o tempo acompanhar um grupo nesta jornada por Aincrad. Asuna, é também uma personagem solitária, mas que muda de ideia para proteger todo os jogadores do jogo. Os dois são os protagonistas, uma dupla letal. Embora no fundo sejam igualmente irresponsáveis, sua união os fortalece fisicamente e mentalmente. O sólido vínculo que esses protagonistas desenvolvem, vai “arrastar” outros personagens como Klein ou Agil para avançar no jogo.

O cenário imersivo dos videogames está sendo mais abordado dentro da Cultura Pop, como o Jogador Nùmero 1. No caso de SWO, imaginar um local onde tudo é livre, tanto para criar seu personagem, como no agir é algo divertido, mas também assustador, em especial por ser um tema sensível na atualidade.

Lutas, batalhas, negócios, guildas, masmorras, inimigos… tudo no lugar como todo bom jogo do gênero, mas infelizmente a situação de morte muda tudo. E no meio deste ambiente, um romance shonen surge, o que faz os personagens avançarem um pouco seu desenvolvimento psicológico.

Outro ponto, em relação a Asuna, mesmo que tenha um desenho bem característico de outros shonens, estamos longe do abuso de calcinha ou seios exageradamente grandes como outros mangás do gênero. Os autores preferem privilegiar os diálogos entre os protagonistas, a amizade, a ajuda mútua, o amor ou as numerosas batalhas.

Para uma light novel é bem ambientado, com uma estrutura linear, tudo bem explicado. O livro trabalha bem as questões se existisse um jogo deste na realidade, mas não entra na crítica em relação aos reflexos do comportamento das pessoas dentro do jogo. Os desenhos de abec são simplistas, sem muitos detalhes, sem destaque, típicas das narrativas rápidas.

O autor do mangá

Reki Kawahara (1974) é um roteirista, conhecido por escrever Sword Art Online e Accel World. Kawahara criou uma narrativa ágil, com uma prosa simples, mas eficiente. Com personagens sem muita complexidade, mas sem evolução aparentes, ou seja, não se afastam do que era esperado deles, a menos por uma guinada drástica de enredo ou situações especiais. É importante notar também que a atmosfera envolve pelo medo da morte transmitida e pela esperança de seguir em frente, oferece a SAO uma tensão bem desenvolvida.

Sword Art Online – Aincrad é um romance destinado aos fãs do anime. A edição da Panini tem um acabamento bom, papel de boa gramatura, letras impressas em tamanho maior e com alguns erros na tradução (questão numérica e o uso de terminações japonesas) mas que não atrapalha a leitura. Desfrutamos do começo das aventuras de Kirito e companhia, sem muito detalhes, vale por ser a obra original e só.

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