Cavaleiros das trevas raca superior
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Um olhar para Cavaleiro das Trevas III: A raça superior

Sinopse: O final épico que você não imaginava que veria chegou porque você pediu! O Cavaleiro das Trevas ressurge novamente frente ao nascer da raça suprema!

O lançamento de O Cavaleiro das Trevas 3 já traz em sua gênese duas visões bastante diferentes. A terceira série baseada na clássica graphic novel Batman- Cavaleiro das Trevas, lançada pela Panini, traz de volta a sombriedade de Frank Miller, agora aliada a Brian Azzarello para contar as implicações de uma raça de kriptonianos por toda a Terra. As duas visões irão com certeza mudar sua percepção da qualidade que essa nova série possui, ao contrário da segunda continuação.

A DC Comics aposta na edição de The Master Race, que ganha várias capas variantes (71 para ser mais exato) e uma equipe das melhores mentes criativas da editora. A Panini seguiu a editora norte-americana, fazendo um merchandising incrível sobre a série e trazendo capas variantes em menor número: a oficial, a de Rafael Albuquerque, a de Ivan Reis e a de Gary Frank.

De certa forma, a série, pelo menos nesta primeira edição, está fantástica. O começo de uma história do Batman como deveria ser, mesmo que tenha outros personagens no seu entorno, como no caso da Mulher-Maravilha, juntamente com seus filhos, Jhonatan e Lara e a Comissária de Gotham. Azzarello coloca sua marca nesta primeira edição, mas em geral, há bastante mistério, ação, violência e alguns diálogos interessantes. Sobra alguns monólogos que podem até não gerar expectativa imediatamente, mas são bons ganchos para o argumento deste primeiro número, que serve como impulso a uma história que durará outros 7 volumes.

Junto ao roteiro, temos o desenho do melhor Andy Kubert que vimos em anos, capaz de criar um retrato de uma Wonder Woman numa paisagem ameríndia deslumbrante, em meio a um ataque de um Minotauro, só para dar um exemplo desta edição. As cores que Brand Anderson desenvolve são, com certeza, um dos melhores trabalhos do ano no mainstream, ao lado da arte-final de um Klaus Janson que volta a surpreender.

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Sem dúvida, há um olhar que devemos tomar cuidado: sua condição de ser uma sequência de The Dark Knight. Mesmo que seja a continuação da bagunça que Miller desenvolveu em The Dark Knight Strikes Again, a narrativa realinha o que outrora manchou a carreira de Frank. O roteiro segue a linha de seus predecessores, com os apresentadores de TV falando no começo da HQ, mas não tem muito do Miller de outrora, sem crítica social e visão política, mas mensagens subliminares, monólogos existenciais, serenidade psicológica perante a indiferença e o poder máximo.

cavaleiro-das-trevas-superman-atom

Mas se sentimos falta dos lápis de Frank Miller, com seus traços escuros, sem detalhes, imperfeitos, a edição traz ainda uma segunda historia, onde encontraremos essa arte, em uma mini-revista de 16 páginas trazendo o início da participação do Átomo na saga. Com Janson segurando a arte-final, o desenho desta primeira edição, até levanta questionamentos sobre um caça-níqueis da DC Comics, mas com certeza teremos uma ideia do que o autor maquinou nos últimos quinze anos.

A expansão do universo The Dark Knight começa e poderá satisfazer os saudosistas da primeira parte e os arrependidos da segunda parte, mas antes de qualquer maior julgamento, a história tem potencial e segue a linha apresentada outrora. A Panini optou por seguir o formato americano, e a série será lançada mensalmente em com 32 páginas, capa cartão e miolo couché, com o preço de R$9,90.

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DK3_01_IvanReis
DK3_01_GaryFrank

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