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Novos X-Men – Rebelião no Instituto Xavier

Vocês vão se perguntar: mas esse carinha de novo escrevendo sobre coisas antigas!? Mas sou eu quem os questiona: por que não? Não há sempre um novo olhar sobre o que se deseja? Claro que sim, deixa de cerimônia. E, dessa vez, eu tenho mais desculpas: recebi este o exemplar de Novos X-Men – Rebelião no Instituto Xavier (em edição especial encadernada pela Panini Comics), não comprei nem li na época… Enfim, minha obrigação é dizer algo!

Escritas pelo inventivo Grant Morrison e ilustradas pelos dignos Frank Quitely e Phil Jimenez, há elementos nessas narrativas até então pouco explorados… Pouco além das mortes que não serviram pra nada, o que mais me chamou atenção foi essa tal “nova e devastadora droga amplificadora de poderes”. Isso já tinha antes? Ou, como antes não aparecia? E, afinal de contas, qual é a faixa etária dos X-Men? Mas deveria? Há muitos pormenores…

Um prato cheio para se deliciar e questionar. E por lá eles “dão uns tiros” com a tal Porrada, que é a designação do estimulante mutante neurotóxico. Curioso… essa é a droga.

O próprio Xavier adverte: “Usar esses inaladores pode danificar irreparavelmente o gene X mutante”.

Diria Quentin Quire, o chefinho da gangue dos Ômega : “O professor é uma farsa. Mamãe e Papai são estranhos. Tudo é uma mentira”, isso pouco antes de formar a gangue que se revolta contra os ideais defensivos da Escola.

Quentin e os outros revoltadinhos saem por aí energizados fazendo o que a adrenalina dita, e ainda por cima usando um assassinato de outro mutante como pretexto. Quer mais analogias com a vida fora dos quadrinhos? Seria a mesma descrença e fuga pelos narcóticos que tanto vemos há tempos?

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Uma hora ia acontecer de estrondarem o plantão, e o fizeram… e se chamaram a si de “Novos X-Men“. Cansa um sonho que não chega a se realizar. E aí, que Wolverine diria nessas horas?

São momentos de crise, sim. Mas pelas crises não nos fortalecemos ou aclareamos as ideias? Não é vendo onde faltou que se ganha força? Talvez sim, talvez não, há de se mensurar.

Na contracapa, há a mensagem: “Os mutantes estão na moda!”. Será que aumentou apenas a curiosidade, ou a chegada e a exposição do ditos ‘raros’ só forneceu mais medo e apreensão da ‘sociedade normal’? Ou é a hora de se misturarem os emblemas? Como se define “Moda” nesse contexto?

Após o surgimento da Corporação X, só aumentou o número de alunos no instituto de Xavier e cia, mas nem todos eles são super, mega… para alguns, sua diferenciação é muito mais do que empecilho social, é desvantagem física. O que você preferiria: ser um Xorn da vida ou ter penas e bico mas nem voar? É difícil, não bastaria apenas ser forte, ou hábil em artes marciais se existem outros que com um estalar de pensamentos lhe transformam o cérebro em geleia.

Na mesma contracapa, menciona-se: “reunidos no mesmo espaço, compartilhando dramas e frustrações, paixões e incertezas”… Vejamos…. são jovens, cheios de vontades e energia… só querem fazer algo. “Eles existem mesmo?”. Não são gerações muito parecidas essas? Bem, ter uma característica sempre foi desafio…

Há também mais situações na trama inteira, que é composta das edições 134 a 141 da revista New X-Men, como os tais O-Men, que seriam algo como uma terceira espécie (humanos modificados com partes de enxertos mutantes); Emma Frost e suas “gêmeas” e mais chiliques da Fênix carente de atenção… Aparece até o Bishop pra dar uma conferida na zona. Quer mais sentimentos expostos? São uma grande família brigona, apenas isso.

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