Gen Con: Novidades da Atomic Overmind Press e Pelgrane Press

Responsável pelo premiado Tour de Lovecraft: The Tales, a Atomic Overmind Press lançou nesta Gen Con dois livros de autoria de Kenneth Hite. Com suas 128 páginas, Cthulhu 101 pretende desvendar um pouco do universo lovecraftiano aos leitores de primeira viagem, além de fornecer interessantes referências sobre sua repercussão na cultura pop.

Cthulhu 101Você conhece Cthulhu?

Não? Não tema! Cthulhu 101 te introduz ao mistério e deixa isso tudo às claras. De “Como se pronuncia Cthulhu?” aos 8 Melhores Jogos de Tabuleiro Cthulhóides, Cthulhu 101 tem a maioria das perguntas, e todas as respostas. Você quer saber a chocante verdade sobre Hastur? Qual Sinal dos Antigos é o correto para você? Não adivinhe – descubra!

Cthulhu 101 é direcionado àqueles que são curiosos em relação a Cthulhu mas não querem se atirar diretamente em uma pilha inteira de livros, histórias, e todos o resto. Para pessoas que passeiam por uma loja ou convenção de jogos, vêem Cthulhus e Shoggoths de pelúcia, os modelos de resina, os DVDs e as prateleiras de livros e se perguntam “Sobre o que tratam todas essas coisas de Cthulhu/H.P. Lovecraft, afinal de contas?”

Concebido no estilo de livros curtos e leves como os da série Bluffers Guide, Cthulhu 101 combina respostas básicas e claras às primeiras perguntas frequentes (“O que é Cthulhu?”, “Quem é H.P. Lovecraft?”, “O que é “Mythos de Cthulhu?”) com listas (“As 11 Melhores Histórias de Lovecraft (Não estreando Cthulhu)”, “A Escalação de Lovecraft: 10 (ou 11) Membros do Grupo de Companheiros de Cthulhu”, “As 12 Melhores Outras Histórias dos Mythos de Cthulhu”, “Os 8 Melhores Filmes Lovecraftianos”, “9 Encontros Surpreendentes com os Mythos de Cthulhu”) e panoramas da presença de Cthulhu na cultura pop nos jogos, TV, quadrinhos e música.

Graficamente claro e amigável, Cthulhu 101 também inclui ilustrações interiores e capa do muito talentoso Drew Pocza.

Na tentativa de cessar os avanços dos Aliados, em 1944 os alemães realizaram um ritual que trouxe à Terra Jörmungandr, a Serpente de Midgard. Aprovada pelo presidente dos Estados Unidos, John Truman, a Operação John Henry colide um avião B-29 com armamento nuclear no olho da Serpente, tendo consequências ainda mais catastróficas. E é a partir dessa premissa que The Day After Ragnarok se desenvolve:

The Day After RagnarokSaiba, ó Príncipe, que entre os anos em que a Serpente caiu e os oceanos absorveram a América e as cidades reluzentes, e a ascensão dos Filhos do Espaço, houve uma era inimaginável, quando os países se degradaram e fulguraram por todo o mundo envenenado como estrelas moribundas – Califórnia e Texas clamando cada um a bandeira do Oeste, França se esfacela e enfrenta o deserto, México agreste, Brasil dormente, Argentina onde as sementes de Thule jazem esperando, antigas terras da Pérsia e Arábia e Iraque entre dois impérios, a União Soviética constritora gélida sussurrando por trás de sua muralha de Serpente, Japão cujos guerreiros usavam aço e seda e cáqui. Mas o mais orgulhoso reino do mundo foi a Austrália, a última terra verde e aprazível, rodeada por ser domínio e protegida pelo mar.

Bem-vindo ao mundo no fim do mundo. Os céus estão envoltos em fumaça oleosa e ardente, a Terra padece sobre um corpo envenenado e a única saída pode estar ainda mais fundo no poço. Este é um mundo sobre um sabor e uma sensação tanto quanto sobre extrapolação. Dito isso, este mundo tem algo de um limite para si – é um mundo quase destruído pela morte do maravilhoso, embora longe de todas as maravilhas estarem mortas. Faça o horrendo comer poeira e veja o mundo além do para-brisa Perpex manchado.

Publicado em meados de julho, The Day After Ragnarok teve como novidade uma versão adaptada à sexta edição de Hero, vendida paralelamente à segunda impressão para Savage Worlds.

Rough Magicks

Com exceção de um pequeno artigo sobre como sua capa foi produzida, nenhuma outra informação foi disponibilizada no site da Pelgrane Press sobre Rough Magick, suplemento de autoria de Kenneth Hite e único lançamento da editora na Gen Con deste ano. Simon Roger, responsável pelo blog da Pelgrane Press, antecipou em um tópico no fórum da Yog-Sothoth os asssuntos abordados no índice deste livro.

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  1. Pow, peraí: “Cthulhu 101 é direcionado àqueles que são curiosos em relação a Cthulhu mas não querem se atirar diretamente em uma pilha inteira de livros, histórias, e todos o resto”

    Não entendi a proposta, porque se vc passa por “Cthulhus e Shoggoths de pelúcia, os modelos de resina, os DVDs e as prateleiras de livros” e fica curioso para saber sobre o que é, veja na Wikipedia. Se vc fica animado com a temática e que conhecer mais, a premissa é que você goste de uma das mídia (cinema, prosa) na qual existe a história dos Elder Ones…

    Sei lá, achei a proposta de escrever um livro Cthulhu for Dummies meio besta (se vc não tem preguiça de ler um livro, porque teria de ler contos?) 😛

    1. Não é à toa que em sites como o Ogre Cave ele tem sido apresentado como “Cthulhu para crianças”. Em comunidades dedicadas a Lovecraft, essas perguntas que eles citam realmente aparecem muito, assim como muitas ideias são tomadas como verdadeiras – por exemplo, que existiria um “Círculo Lovecraftiano” que escreveria um “Mythos de Cthuhu”. Mas aí podemos alegar que é mais por não terem facilidade em ler em inglês, dado que além da Wikipédia ser bem completa, há ótimos sites como o The H.P. Lovecraft Archive e o Temple of Dagon.

      Talvez o maior atrativo sejam mesmo as listas de filmes e algo dos panoramas, por dependerem mais do dedo do Hite – elencar 8 melhores filmes lovecraftianos é algo que me deixou curioso, dado que ao menos as adaptações costumam ser péssimas!

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