Séries de TV em RPG! Primetime Adventures

Qualquer jogador ou mestre já pensou, em algum momento, em adaptar sua série de TV favorita para um RPG (isso se alguma editora já não o fez oficialmente). Os gêneros mais óbvios são os de ficção científica, aventura, investigação etc. São aqueles em que os personagens podem se envolver com riscos de vida. Mas você…


Qualquer jogador ou mestre já pensou, em algum momento, em adaptar sua série de TV favorita para um RPG (isso se alguma editora já não o fez oficialmente). Os gêneros mais óbvios são os de ficção científica, aventura, investigação etc. São aqueles em que os personagens podem se envolver com riscos de vida. Mas você já parou para pensar, por exemplo, que Buffy e Angel são muito mais conflitos pessoais do que realmente sair apenas para derrotar um mal invencível? E House? Você já se imaginou jogando um RPG de House? Ou Desperate Housewives? Todos esses exemplos e incluindo os gêneros que citei no início são ao que Primetime Adventures – A Game of Television Drama se refere.

“Eu acho que todos que trabalham como roteiristas de TV precisam de uma cópia de Primetime Adventures. Eles deveriam repassá-lo como se fosse um tipo de bíblia para criar boa televisão.”

Ian G. Saunders, três vezes vencedor do prêmio Emmy como roteirista.

Primetime Adventures foi lançado pela Dog Eared Designs em 2004 e no mesmo ano ele pegou a comunidade de RPG totalmente desprevenida com uma avassaladora crítica possitiva vinda de vários grandes nomes do mercado de RPGs. O jogo recebeu vários prêmios, foi considerado um marco em termos de desenvolvimento do hobby e cotado até mesmo como o melhor RPG já escrito ao receber o prêmio Indie (de produções independentes) de 2004.
Mas o que este RPG tem de tão bom que o torna tão diferente dos outros? Então, irei resumir por partes:

  • A série é criada em conjunto, tanto o Produtor (nome dado ao narrador) quantos os Protagonistas (nome dos jogadores) desenvolvem tudo juntos, desde o nome da série, até quais episódios são mais importantes para quais personagens.
  • O jogo não usa dados, temos cartas de baralho convencional. E mesmo assim o uso delas é simples ao ponto de discernir um sucesso de uma derrota pela cor do naipe.
  • Cada jogador tem direito de criar cenas para o episódio em questão.
  • Qualquer um podem ter sua chance de narrar dita cena, seja o produtor ou um dos protagonistas. Seja esta cena um sucesso ou não para os personagens envolvidos.
  • Não existem números na ficha que afetam o seu personagem, a não ser sua Presença de Tela (Screen Presence) que diz o quão importante é o seu personagem para aquele dado episódio.
  • Pessoas de fora, que não estão jogando, podem ajudar o curso do jogo atuando como a “Audiência”. Isto faz com que até quem não está na série se divirta.
  • Qualquer um pode chamar um “Comercial” para que assim todos possam discutir se a série está indo bem, que tipo de cenas deveriam aparecer a seguir, etc.

Estes são alguns exemplos, existem outras coisas gêniais que fazem este RPG ser único e uma experiência essencial para qualquer jogador de RPG que ainda não entendeu o significado da palavra “roleplaying” no nome de nosso hobby. Afinal sem a existência de dados, nem de números no papel, resta apenas interpretar.
No final das contas Primetime Adventures é um excelente exercício para quem quer melhorar seus jogos.


5 respostas para “Séries de TV em RPG! Primetime Adventures”

  1. eu conheço o livro… mas sei lá…. eu gosto muito de rpgs bizarros e sem dado, mas esse parece um pouco, não sei, só jogando mesmo para ver se funciona.

  2. Po eu nunca joguei pq um certo autor-de-artigo , nao me chama pra jogar né Marcos??? rsrs
    Mas de resto acho uma boa interatividade pel oque ja ouvi faalr do mesmo , vale a pena conhecer

  3. A graça é fazer parte da audiência e ficar dando opinião de fora \o/
    Que tal jogarmos CSI!?
    hauahua

  4. Bom quem já jogou comigo, e olha que foram só 3 partidas e com grupos diferentes, adorou.
    A primeira rendeu o roteiro de um curta-metragem. Psicodrama, um grupo de atores que não consegue sair de seus personagens de filme de ação pulp.
    O segundo foi no Dia D RPG, Wild Space (o nome foi contribuição da minha namorada que comentou logo à cima), a tripulação de uma nave comandada por uma inteligência artificial em busca de água para a Terra combate outra civilização de robôs que não consegue entender sentimentos humanos e se encontra atualmente no local de maior concentração de água no universo. (eles não sabiam, mas lembra um pouco um RPG chamado Blue Planet) O diferencial é a temática velho oeste em vários aspectos.
    O terceiro e ultimo foi Sinners’ Saint (o santo dos pecadores). Um mosteiro encontrasse em crise financeira e está prestes a ser fechado pelo governo. Resta aos padres arrecadar dinheiro das maneiras mais disparatadas entre os populares da cidade. O legal da série são os problemas de cada padre, um é todo certinho, outro era apostador e se tornou padre (este por sinal foi o causador da crise), outro é um azarado completo e transmite seu azar para outros e o ultimo não é um padre mas sim um jovem delinquente que acabou de ser transferido de uma instituição para uma reabilitação no mosteiro (na realidade com a intenção de fugir da cadeia)

  5. Avatar de MEZENGA
    MEZENGA

    Vou procurar me informar… parece bem interesante ^^

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