Papai é Pop faz graça com o mito da paternidade “acidental”

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A comédia rasgada já se estabeleceu como um gênero extremamente rentável no cinema nacional, porém, uma vertente que pouco temos visto por aqui é a comédia de situação, seja romântica ou dramática. “Papai é Pop” chega com essa proposta mais leve, aproveitando a data do dia dos pais, para contar as desventuras de um pai de primeira viagem.

Na trama, Tom (Lázaro Ramos), casado com Elisa (Paolla Oliveira), vê sua vida mudar muito mais do que ele esperava com o nascimento da filha do casal. O desapontamento da esposa com o seu total despreparo – incluindo sua resistência em abandonar hábitos da vida pré-paterna – acaba causando uma séria crise no relacionamento. Daí ele se empenha em aprender o verdadeiro significado da paternidade e não para até alcançar o objetivo de se tornar um pai exemplar para a pequena.

O diretor Caíto Ortiz (de “O Roubo da Taça”) conduz o tema com leveza, humor no timing certo, e, claro, se apoia no carisma de Lázaro Ramos e Paolla Oliveira. Trata-se da adaptação do livro homônimo de Marcos Pianger, lançado em 2015.

O riso (e em alguns casos a identificação) é inevitável assistindo as trapalhadas de Tom, reforçando aquele mito de que, mesmo com toda a preparação de 9 meses, a paternidade costuma parecer um acidente, posto que a ficha demora a cair para os homens.

Acompanhamos da jornada do herói, ou melhor, do pai, torcendo por ele, contudo, no terço final a trama parece se alongar um pouco do que o necessário, com uma pequena reviravolta que, por mais que ressalte o valor da transformação de Tom, não contribui tanto para o arco do personagem, que já estava concluído.

Paolla Oliveira transborda verdade no papel da mãe que se vê sobrecarregada com as tarefas da maternidade e precisando lembrar a Tom todo momento de que “não basta ser pai, tem que participar”. Ela transita de forma adequada entre a comédia e o tom mais sério, e sua química com Lázaro é indiscutível.

Por fim, “Papai é Pop” é uma comédia sob medida para a data e mostra que diferentes tons de comédia, como acontece no cinema americano, também podem fazer bem às produções nacionais.

Papai é Pop

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Nota: Bom - 6/10
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