A comédia interativa “O auditório” estreia no Rio

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O bebê Heder sofria com ataques de alergia e chorava muito. Um dia, durante uma viagem de avião, sua mãe tentava acalmar o filho, quando o apresentador Bolinha, grande sucesso na época, pediu para segurá-lo no colo. A criança ficou caladinha e foi abençoada pelo artista: “você vai crescer forte e saudável e vai viver na TV!”. Assim começa “O Auditório”, comédia protagonizada por Heder Braga, que depois de grande sucesso virtual em sessões durante a pandemia, faz sua estreia presencial na Sala Baden Powell (15 e 16/03), em Copacabana, e na Areninha Hermeto Pascoal (17/03), em Bangu (17/03).

Com texto de Pedro Henrique Lopes e direção de Diego Morais, a peça, que terá apresentações gratuitas, é inspirada na infância do ator no interior do Pará. O espetáculo tem patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através do Edital Retomada Cultural RJ 2.

Numa mistura de realidade e ficção, “O Auditório” foi criado a partir do desejo do ator de contar a influência que a TV teve em sua formação. O texto homenageia apresentadores que marcaram sua infância, como Hebe, Bolinha, Silvio Santos, Gugu, Faustão, Xuxa, Angélica, Chacrinha, Márcia Goldschmidt e outros. Durante o espetáculo, o personagem vai interagir com os espectadores e com vídeos de atrações que fazem parte da memória da maioria das famílias brasileiras. A ideia é lembrar e brincar com quadros que ficaram no nosso imaginário, como “Gugu na minha casa”, “Caminhão do Faustão”, “Transformação” (Xuxa) e “Show do Milhão”.

“Assim como eu, muita gente cresceu tendo aqueles apresentadores como ídolos. Nasci em Marabá e cresci em São Domingos do Araguaia, cidades do interior do Pará que não tinham nem teatro e nem cinema. Nosso entretenimento e contato com os artistas era pela TV. Cresci sonhando em participar dos programas e conhecer aqueles artistas, que eram os grandes influencers da época, já que a internet ainda era muito incipiente”, lembra Heder. “Aos 21 anos, vim para o Rio ao entrar para o Tablado. Eu via um monte de artista falar na televisão que tinha passado por lá e eu queria também. Assim começou a minha carreira como ator, técnico de teatro e produtor”, acrescenta ele.

O diretor Diego Morais lembra que os programas de auditório ditaram a cultura e muitos comportamentos das décadas de 80, 90 e 2000. “A partir da história do ator Heder Braga, a gente faz uma visita a todos esses programas que tiveram quadros icônicos e que até hoje são lembrados: a banheira do Gugu, o sofá da Hebe, o show de calouros do Chacrinha…. O espetáculo é uma grande homenagem à TV brasileira, uma das maiores do mundo, aos comunicadores e, sobretudo, ao público que fez desses programas um sucesso”, explica.

Ficha técnica:

Texto: Pedro Henrique Lopes
Direção: Diego Morais
Elenco: Heder Braga
Figurino: Clivia Cohen
Fotografias: Andrea Rocha ZBR
Assistente de Produção: Layla Paganini
Sonoplastia: Leonardo Carneiro
Assessoria de imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)
Idealização e realização: Heder Braga

Serviço:

O Auditório – Sala Baden Powell (Copacabana)
Dias e horários: 15 e 16/03, às 20h.
Sala Baden Powell: Avenida Nossa Senhora de Copacabana, n 360 – Copacabana
Ingressos: gratuitos, com retirada pelo Sympla:
https://www.sympla.com.br/evento/o-auditorio/1907594
Duração: 60 minutos
Lotação: 500 lugares
Classificação etária: livre

O Auditório – Areninha Hermeto Pascoal (Bangu)
Dia e horário: 17/03, às 19h.
Areninha Hermeto Pascoal: Pça. Primeiro de Maio s/nº, Rio de Janeiro, RJ
Ingressos: gratuitos, retirada na bilheteria da Areninha
Duração: 60 minutos
Lotação: 320 lugares
Classificação etária: livre
Atividade extra: Ofereceremos uma oficina de teatro para 20 jovens e distribuição de livros e cestas básicas para os participantes (dia 17/03, das 15h às 18h).

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