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Antídoto para impossibilidades e paralisias

Antídoto para impossibilidades e paralisias é uma proposta de experiência de linguagem artística avant-garde.

A ficção científica, a decadência do passado, a imobilidade do presente e a utopia no ambiente público é a proposta de intervenção urbana que constrói uma experiência em movimento, em câmera lenta, em travessia observado pela platéia itinerante que ganha conceito no extra-cotidiano.

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foto: Jonathan Ussing Magyar

A preparação para adentrar com nossa sensibilidade é manipulada sinestesicamente para a experiência artística, seguindo a orientação para trajeto no bairro da Liberdade, saída de uma galeria na Rua Galvão Bueno, 346 (fundos) em horário anti-convencional 16h30 (quartas, quintas e sextas).

Tem uma equipe a postos para orientação cênica e suporte, com fones de ouvido e um dispositivo sonoro pelo qual temos acesso sincronizado de proposta física de performance do ator com texto que no nosso objetivo-subjetivo fica atendo e integrado à proposta e distrações da rua. (Audio tour).

Propriamente há representação, ao apresentar cobaias em experimento, mas há uma topologia e conversa desta atuação da performance como linguagem.

Extraídos de As três irmãs, de Anton Tchekhov, é um quadro real na medicina. Síndromes como apatia, melancolia e agressividade inspirados nos personagens desta peça.

A indumentária do público é o exemplo de acaso que a apresentação de intervenção urbana está sujeita, à chuva. Usa-se uma capa de plástico que contém guarda-chuva no bolso no caso de precipitação.

É um roteiro que fala sobre o extrativismo do ambiente público numa lógica capitalista, mas com respirações e contemplações que também saltam aos olhos os esquecidos.

O contexto da cidade mescla-se na dramaturgia, ressalta a história da cidade e o abandono de setores resgatados em forma de protesto pelo coletivo atuante.

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foto: Sofia Boito

O roteiro surpreende no âmbito da obediência e desobediência, escolhas.

A abstenção haverá de o recolocar no quadro de que a neutralidade é um local que ninguém é agente. O espectador não é passivo, ele é provocado a participar.

Há um ritual de entrada e de saída na peça concebida por Joana Dória, considero que a sensibilização dos sentidos físicos são frestas que acompanham a confiança na experiência do percurso.

FICHA TÉCNICA Concepção e direção geral: Joana Dória Dramaturgia: Sofia Boito Direção de produção: Júlia Novaes Assistência de produção: Luiza Gerbasi Atores-criadores: Alexandre Menezes, André Maia, Bárbara Slim, Carol Froes, Fernando, Ghirardelli, Mário Panza, Lívia Piccolo e Rafael Sampaio Atores do coro: Bárbara Sgarbi, Beatriz Cugnasca, Diego Deus, Guilherme Barroso, Luisa Mira, Mariana Azevedo, Marilia Machado, Ronaldo Pontes, Thiago Gunia e Vinicius Furquim Identidade Visual: Rebecca Catalani e Aura Rosa Trilha Sonora: Joana Dória e Pedro Semeghini Figurino da equipe médica: Nadia Saab Figurinos e objetos de cena: CAI e Cia Temporária Assessoria de Imprensa: Fabio Camara Dramaturgia – 1a. Etapa do processo: Joana Dória Atores-criadores – 1a Etapa do processo: Ana Carolina Raymundo, Gabriela Wespthal, Luiza Gerbasi Orientação – 1a Etapa do processo: Marco Antônio Rodrigues Realização: Escola Superior de Artes Célia Helena, Cia Temporária de Investigação (Cooperativa Paulista de Teatro) e CAI – Coletivo Autônomo de Intervenções. Serviço: LOCAL DE ENCONTRO: Rua Galvão Bueno 364 (fundos) – Liberdade LOTAÇÃO: 15 pessoas DATA: 01/07 até 31/07 (Quartas, Quintas e Sextas às 16h30) INGRESSOS: R$ 30,00 (Inteira), R$15,00 (Meia) DURAÇÃO: 150 min CLASSIFICAÇÃO: 12 anos

PARA PARTICIPAR É PRECISO FAZER RESERVA PELO EMAIL COM, NO MÍNIMO, UM DIA DE ANTECEDÊNCIA: [email protected]

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