Marcella Dale Crédito Luana Franco
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“Grito Mudo” estreia no Teatro Cândido Mendes

Com apresentações nos dias 5, 12, 19 e 26 de agosto, sempre às 20h, no Teatro Cândido Mendes (Ipanema), o solo de dança contemporânea “Grito Mudo” marca o retorno da artista Marcella Dale aos palcos cariocas com um trabalho profundamente pessoal, poético e sensível. A montagem é realizada pela SpaçoSala Produções, com ingressos a R$50 (inteira) e R$25 (meia). As entradas já estão à venda pelo Sympla. 

Fruto de um processo íntimo e visceral, o espetáculo parte do silêncio como território de criação e resistência. “Grito Mudo” é um rito de libertação de um corpo que decide, enfim, não calar mais. A obra nasceu a partir de um longo percurso interno, uma gestação silenciosa de dores que, por muito tempo, não tiveram nome nem lugar. “É o percurso do não-dito à expressão, da opressão à presença. Um corpo que resiste, mesmo em silêncio, permanece sem pertencer e, na solidão, descobre formas de se reintegrar. Agora ele pode ser visto; o grito, ouvido”, afirma Marcella. 

Na construção cênica, a contribuição do diretor de movimento Toni Rodrigues — que, com sua experiência e sensibilidade, impulsiona o trabalho a um território onde o corpo, no espaço/tempo, se arrisca na quebra de padrões ancestrais — entrelaça-se à direção musical de Vinícius Mousinho e ao desenho de luz de Francisco Hashiguchi. A dança emerge como linguagem primitiva e pulsante, não para ilustrar narrativas, mas para revelar estados. A fisicalidade proposta revela um corpo marcado por tensões, memórias e silenciamentos. O figurino e o cenário integram a dramaturgia de forma simbólica: uma cadeira de madeira assume o papel de uma presença silenciosa, estrutura rígida que sustenta, aprisiona e desafia, marcando o corpo e o espaço como vestígio e testemunha. “Grito Mudo” é também o início de um novo ciclo na trajetória da artista, que assina concepção, dramaturgia e interpretação do espetáculo. Após anos de pesquisas, travessias internas e escritas poéticas de sobrevivência, Marcella assume a cena com autonomia, dando forma cênica a experiências que por muito tempo permaneceram caladas. “Esse trabalho marca um recomeço. É a primeira vez que trago à cena uma vivência tão pessoal, com tamanha escuta e coragem”, destaca.

Inspirada por referências como o poema “A infanticida Marie Farrar”, de Bertolt Brecht, e atravessada por sua própria escrita diarística, Marcella constrói uma partitura de movimento que recusa o virtuosismo para alcançar o essencial: a expressão vital de um corpo que encontra no movimento sua única chance de liberdade, o grito sutil de um corpo que transforma dor em presença.

Sinopse

Em um corpo que pulsa memórias, silêncios e urgências, GRITO MUDO percorre os vazios que se instalam quando a palavra falha e o movimento resiste. Entre o desejo de desaparecer e a necessidade de existir, a cena se torna rito, abrigo, vertigem. Um solo que dança a ausência, rasga o tempo e transforma a dor em poesia visível.

Ficha Técnica 
Criação Artística e Coordenação Geral: Marcella Dale
Supervisão: Toni Rodrigues
Desenho de Luz: Francisco Hashiguchi
Direção Musical: Vinícius Mousinho
Produção Executiva: Eduardo Almeida
Assessoria de Imprensa: Michelle Antelo
Fotos e Vídeos: Luana FrancoProdução e Realização: SpaçoSala Produções

Serviço – “Grito Mudo” – Solo de dança contemporânea com Marcella Dale

Datas: 5, 12, 19 e 26 de agosto (terças-feiras)

Horário: 20h

Local: Teatro Cândido Mendes – Rua Joana Angélica, 63, Ipanema – RJ

Ingressos: R$ 50 (inteira) | R$ 25 (meia)

Classificação: Livre

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