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Maracujá Laboratório de Artes em temporada gratuita no Teatro Alfredo Mesquita

Captura de tela 2024 10 28

“Ninguém sabe de onde eles vieram. E eu também não quero nem saber. Pra mim seria bem melhor se eles nem chegassem a nascer. Tantas estrelas salpicadas no céu, cheias de brilhos e cores… Será então que eu sou a única com oito bilhões de sugadores? Não finja que não é com você, nem tente disfarçar. O parasita é só uma imagem mas é de vocês que agora eu vou falar!” (trecho de abertura da música “A Terra conta”, abertura de Vacamundi)

O espetáculo Vacamundi, do Maracujá Laboratório de Artes inicia, a partir de outubro, sua segunda circulação pelo estado de São Paulo, passando por São Paulo de 7 a 17 de novembro. As apresentações são realizadas graças à Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura e da Secretaria Estadual de Cultura, Economia e Indústria Criativas.

Vacamundi é a quarta parceria do grupo com o premiado autor e ilustrador Michele Iacocca. Voltada para o público jovem a partir de 12 anos, a peça é uma sátira em formato cartum que retrata o comportamento destrutivo do homem consigo mesmo e com a natureza, ao mostrar parasitas que se propõem a invadir e colonizar uma vaca. O título do trabalho, é, aliás, segundo o autor, uma espécie de trocadilho com a palavra mapa-múndi, deixando bem claro que os parasitas não estão só na vaca, mas também ocupam todos os recantos do nosso planeta Terra sob outra roupagem. 

Publicado pela primeira vez em 1984, o livro que inspirou a montagem teatral tem como protagonistas diversos parasitas – endos, ectos e etc, que se encontram no processo de colonização de uma vaca. Qualquer semelhança com nossa história humana de exploração da Terra e de seus recursos não é mera coincidência nesse caso… E apesar de seus 40 anos, o livro se mantém bastante atual, explorando diversas situações relacionadas à finitude de nossos recursos naturais e sua utilização de forma descontrolada, tanto que acaba de ser relançado pela editora Faria e Silva, especializada em quadrinhos, sem praticamente nenhuma atualização. 

Tudo começa quando esse bando de parasitas invade uma vaca, iniciando uma grande jornada épica-histórico-cômica de colonização que passa pela invasão da bovina e segue com sua “conquista”, “ocupação” e a divisão dos “territórios” em situações que vão acontecendo de uma forma muito próxima da maneira humana de lidar com a ocupação do planeta Terra. E tudo isso à revelia da vaca que, resignadamente, admite sua condição passiva enquanto vai recebendo seus “colonizadores”.

Para contar essa história, o Maracujá criou um espetáculo cômico-musical, partindo de sua principal característica em seus outros trabalhos – a plasticidade visual – explorando, com sua equipe de cenografia, os traços do cartunista Michele Iacocca na criação de bonecos de manipulação direta e adereços cenográficos, além de incluir no processo de criação outros elementos já pesquisados pelo grupo, como o teatro físico e a música ao vivo. 

Inspirado pelo teatro de revista, o diretor do grupo, Sidnei Caria criou diversas músicas para o espetáculo, que retratam, de forma irônica, aspectos diversos desse processo de colonização, com arranjos instrumentais de Luiã Borges e arranjos vocais de Yasmin Olí. Tudo isso é cantado e tocado ao vivo pelo elenco composto por seis atores – Dani Theller, Érica Ribeiro, Lucas Luciano, Sidnei Caria, Silas Caria e Wesley Salatiel, que apresentam as diversas personagens dessa “saga nada heroica”, como o chefe do bando, os parasitas enamorados, os sugadores e mordedores, entre outros. 

Completando a composição destes parasitas, os figurinos de Luciano Ferrari propõem uma releitura dos personagens desenhados por Michele, trazendo texturas, cores e desenhos que auxiliam na construção da fisicalidade e comicidades propostas pelo diretor e adaptador do texto, Sidnei Caria. 

O espetáculo foi contemplado com o ProAC 01/2021 de montagem e estreou em julho de 2022. E agora, através da Lei Paulo Gustavo do Ministério da Cultura e Secretaria Estadual de Cultura, Economia e Indústria Criativas o projeto Vacamundi realizará 12 apresentações em diferentes cidades paulistas (São Paulo, Campinas, Indaiatuba e Franco da Rocha), todas seguidas de bate papo com a plateia. Além disso, serão realizadas 2 oficinas “Boneco de Restos” em escolas públicas de Campinas e São Paulo. Essas oficinas trabalham a confecção de bonecos a partir de materiais recicláveis, incentivando a sustentabilidade entre o público escolar.

Todas as apresentações serão acessíveis e terão intérprete de LIBRAS. Além disso, haverá audiodescrição em 6 das 8 apresentações realizadas na cidade de São Paulo (sempre às sextas, sábados e domingos), promovendo a acessibilidade do público deficiente visual. Todas essas ações serão gratuitas ao público.

Sinopse: Baseado na obra de Michele Iacocca, Vacamundi conta a jornada épica-histórica da conquista e ocupação, por “valentes” parasitas desbravadores, de um “território não-civilizado”: uma vaca. Para contar essa saga, o Maracujá Laboratório de Artes criou um espetáculo cômico-musical que mostra, de forma irônica, os parasitas que ocupam não só a vaca, mas o nosso planeta Terra.

Ficha Técnica

Baseado no livro em quadrinhos do autor Michele Iacooca 

Adaptação, Concepção e Direção: Sidnei Caria 

Assistente de direção: Lucas Luciano 

Elenco: Dani Theller, Érica Ribeiro, Lucas Luciano, Sidnei Caria, Silas Caria e Wesley Salatiel

Direção Musical: Sidnei Caria 

Trilha sonora e arranjos instrumentais: Luiã Borges 

Preparação Vocal e Arranjos Vocais: Yazi

Músicas: Sidnei Caria 

Preparação Corporal (oficina de Commedia Dell’Arte): Lucas Luciano 

Direção de Arte e Cenografia: Sidnei Caria 

Equipe de confecção de cenografia, bonecos e adereços cenográficos: Sidnei Caria, Lucas Luciano, João Caria e Silas Caria 

Figurinos e adereços: Luciano Ferrari 

Confecção de adereços: Tetê Ribeiro 

Confecção do figurino da Vaca: Cidinha André 

Coordenação de Produção: Vivian Oliveira 

Assistência de Produção e Design Gráfico: Camila Ivo

Técnico de Som: Edézio Aragão / Fernando Cavalcante

Técnica de luz: Roseli Marttinely

Fotografias: Cacá Diniz e Maracujá Laboratório de Artes 

Ilustrações: Michele Iacocca 

Intérprete de Libras: Fabiana Magoga

Audiodescritora: Ariane Almeida

Equipamentos para Audiodescrição: Jump Tradução Simultânea

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Administração: Laboratório de Artes Produções (Maracujá Laboratório de Artes)

Produção Geral: Vivian Oliveira e Maracujá Laboratório de Artes 

Serviço 

Espetáculo: Vacamundi

Entrada Gratuita

Duração: 70 minutos

Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos

São Paulo

Quando: 7  a 17 de novembro, de quinta a sábado, às  21h, e aos domingos, às 19h
*Apresentação com intérprete de LIBRAS
**Sessões de sexta a domingo com Audiodescrição
Onde: Teatro Alfredo Mesquita – Av. Santos Dumont, 1770 – Santana
Capacidade: 198 lugares

 Oficinas: alunos de escolas públicas 

São Paulo 

Quando: 23/10 na E.E. Heróis da FEB

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