Um jovem pescador com deficiência visual embarca numa jornada lúdica e mágica para resgatar seu amor. Eis o ponto de partida de “O Pescador e a Estrela”, musical infantil que está de volta aos palcos cariocas. No dia 28 de outubro, o espetáculo reestreia no Teatro EcoVilla Ri Happy, onde fica em cartaz aos sábados e domingos, às 16h, até 12 de novembro. Diretor da montagem, Thiago Marinho assina texto e letras das canções em parceria com Lucas Drummond – e os dois integram o elenco ao lado Diego de Abreu, Luisa Vianna e Sara Bentes. A direção de produção é de Bruno Mariozz (Palavra Z Produções Culturais).
A peça tem como protagonista um menino solitário (Lucas Drummond) que não consegue mais enxergar a felicidade. Ele é convidado por uma mensageira das estrelas (Sara Bentes) a voltar o olhar para dentro de si, a fim de entender que há coisas na vida que não podem ser vistas, apenas sentidas. Nessa jornada, o menino se transforma no jovem Fabiandro, um pescador cego apaixonado por uma estrela, apesar de nunca tê-la visto.
O pescador e a estrela se encontram todas as noites à beira da praia, onde cantam, dançam e se divertem juntos. Certo dia, a estrela desaparece. Decidido a reencontrá-la, ele parte em uma jornada rumo ao céu. Ao seu lado vai Hortênsia (Luisa Vianna), uma menina superprotegida por suas tias e que sonha em conhecer o mundo. O que ambos não sabem é que logo atrás deles está o ganancioso casal Prattes Prattes (Diego de Abreu e Thiago Marinho), que planeja roubar a estrela.
Para Drummond e Marinho, a peça traz uma mensagem de esperança, superação e fala sobre um reencontro com o que perdemos. “Passamos por anos de muita incerteza e medo. É como se uma luz em nós tivesse se perdido também, assim como a estrela de Fabiandro. A peça lembra ao público que o que se perde nunca desaparece de verdade. Queremos inspirá-lo a reencontrar sua alegria, esse brilho dentro de si, porque acreditamos que é isso que a arte e a cultura fazem. A peça mostra que sempre há caminhos para não deixarmos essa luz se apagar, por mais difíceis que sejam de enxergar”, ressaltam os idealizadores e autores.
“O Pescador e a Estrela” joga luz sobre a questão da deficiência visual e promove a integração entre artistas cegos e videntes, ampliando a reflexão sobre a acessibilidade dentro das artes cênicas. Sara Bentes, artista com deficiência visual, tem um extenso e premiado currículo como atriz, cantora, compositora e escritora. “Fazer parte deste musical é um desafio encantador e que me faz crescer muito. É uma felicidade estar num trabalho com tanta beleza e delicadeza. Fazer parte deste grupo é acolhedor, uma alegria”, diz Sara.
A direção de movimento é da atriz e bailarina Moira Braga, que também vive com deficiência visual. “Participar de um projeto novo e com essa qualidade de afetos e de talentos, com uma configuração artística que foca na acessibilidade e inclusão, é um presente. Eu me sinto muito honrada de poder atuar onde meu trabalho é reconhecido”, diz Moira.
A cenografia de Doris Rollemberg transforma o palco no universo íntimo e simbólico do protagonista. O espaço, pequeno e confinado, é cercado por véus, membranas que dificultam a visão, mas que caem quando seu mundo se expande através da sua imaginação. Entre os recursos usados para melhor movimentação da Sara em cena está o piso tátil emborrachado e feito com relevos.
As dez letras originais criadas por Marinho e Drummond ganharam melodias compostas por Wladimir Pinheiro. As canções são interpretadas ao vivo pelo elenco. A playlist da peça está disponível no Spotify:
“Esse é um trabalho que foi concebido por muitas mãos. Tenho uma gratidão imensa pela Moira Braga, que propôs essa subversão de papéis: ter a Sara Bentes, que tem deficiência visual, como protagonista, uma personagem vidente, conduzindo a história através do canto e do movimento, e o Lucas Drummond, que não tem deficiência, no papel de uma pessoa não vidente”, diz Bruno Mariozz. “Esse é o ponto que mais me encanta nesse trabalho, e que traz para a criança essa relação com o universo da infância, com o lúdico e o intangível”.
“O Pescador e a Estrela” estreou em 2020, no CCBB RJ e depois seguiu em turnê pelas unidades do centro cultural em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte, além de ter feito uma temporada on-line.
Serviço
Espetáculo: “O Pescador e a Estrela”
De 28 de outubro a 12 de novembro
Dias e horário: Sábado e domingo, às 16h.
Sessão extra no feriado: dia 02 de novembro (quinta), às 16h.
Local: Teatro EcoVilla Ri Happy – Sala Tom Jobim
Endereço: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico (dentro do Corredor Cultural)
Informações: (21) 3553-2616
Lotação: 325 lugares
Classificação: Livre (indicado para crianças maiores de 6 anos)
Ingressos: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia-entrada)
Vendas pelo site Eventim
Instagram da peça: @opescadoreaestrela
O projeto teve incentivo do Programa de Fomento à Cultura Carioca – FOCA da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro (PCRJ) e da Secretaria Municipal de Cultura (SMC).









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