Quilombo MemORÍa engata temporada no Teatro Arthur Azevedo

Peça conta o reencontro entre avó e neto durante a Covid-19, com o intuito de resgatar as histórias e memórias da avó
Quilombo MemORÍa engata temporada no Teatro Arthur Azevedo – Ambrosia

Dramaturgia trata essencialmente de ancestralidade a partir de um pilar importante da cultura africana: a oralidade. Por milhares e milhares de anos, povos do continente africano têm transmitido saberes por meio da fala, já que grande parte dos povos são ágrafos.

Sabemos que quilombo pode ter vários significados além de esconderijo, também pode ser agrupamento, aldeia, refúgio, recanto. ORI é um termo Yorubá que significa: a mente, a cabeça, a inteligência, a alma orgânica, a essência real do ser, uma intuição espiritual e destino. A memória se perde com o tempo? Pode ser resgatada? Pode ser relembrada?

Quilombo MemORÍa é escrito, dirigido e interpretado por atores negros, que se propõem a criar uma narrativa fantástica que resvala em fundamentos do movimemento afrofuturista. Vale ainda dizer que as principais funções criativas do projeto também são exercidas por artistas negros.

Sinopse

No texto, João (André Santos) é um advogado que carrega em si as memórias de muitos momentos com a sua avó, Dona Glória (Miriam Limma), que sofre de Alzheimer e se encontra em risco durante a pandemia do COVID-19. Querendo resgatar sua avó e, com isso, resgatar suas tradições mais ancestrais, ele conduz um “sequestro” para que essas recordações e histórias não se percam.

Ficha Técnica

Direção – Eduardo Silva

Codireção – Ananza Macedo

Texto – André Santos

Elenco – André Santos e Miriam Limma

Cenografia – Flávio Serafin

Figurinos, acessórios e visagismo – Érica Ribeiro

Iluminação – Ricardo Bueno

Direção musical – Stela Nesrine

Trilha sonora e composições – Stela Nesrine

Coreografia – Betho Pacheco

Fotografia – João Caldas Filho

Projeto gráfico – Alexandre Ignácio Alves e Ronaldo Lemos (Estúdio Amarelo)

Direção de produção – Sonia Kavantan

Produção executiva – Tiago Barizon

Assistente de produção – Conrado Sardinha

Intérprete de Libras – Karen Nabeta

Realização – LS Gestão e Comunicação Cultural, Secretaria Municipal de Cultura e Prefeitura de São Paulo

Serviço: 

Temporada Teatro Arthur Azevedo – Sala Multiuso
Av. Paes de Barros, 955 – Alto da Mooca

De 12 a 29/10

Apresentações com interpretação em libras: dias 15 e 27/10.

Quintas, sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 18h
Ingressos gratuitos – Retirada uma hora antes do início do espetáculo na bilheteria
Estacionamento no local (sujeito à lotação) 

Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: 10 anos
Informações: [email protected]

Sobre Eduardo Silva – direção

Ator desde 1978, participou de filmes publicitários, seriados, minisséries, programas infantis, programas educativos, 10 novelas, curtas-metragens (02 prêmios como melhor ator) e 15 longas-metragens. No teatro atuou em 12 espetáculos infantis, onde ganhou 15 prêmios como Ator Revelação, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Ator (Mambembe, APCA, APETESP, Governador do Estado e Qualidade Brasil), e 25 espetáculos adultos, nos quais ganhou 4 prêmios como Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Ator (Molière, SHELL, Mambembe e APCA). É diretor do Grupo de Teatro GRIOT’S PULSANTES, com seu trabalho mais recente sendo a peça “Olhos Cor de Mel de James Dean” (Zeno Wilde).

Sobre André Santos – dramaturgo e ator

Formado pela Escola de Atores do Centro de Artes Cênicas do TUCA (PUC-SP / 2003), entre os trabalhos recentes destaca: “Quem Prospera, Sempre Alcança”, texto e direção de Leonardo Cortez (2019-2023); “Casa Estranha”, texto e direção de Leonardo Cortez (2021); “Quem Conta um Conto, Aumenta Um Sonho”, Contos de autores brasileiros, direção de Plinio Meirelles (2019-2020), “Muro”, Coletivo Favela em Cena, texto de William Gutierre e André Santos, direção de André Santos (2018)

Sobre Miriam Limma – atriz

Atriz, cantora e roteirista; também é graduada em Letras pela Universidade de São Paulo em Inglês e Português, sendo que durante a graduação, passou dois semestres em Montreal, Canadá onde estudou na Universidade Concórdia. Fez cursos e oficinas de Artes Cênicas, canto, dublagem, locução, roteiro e dramaturgia em diversas instituições, tais como Senac, SP Escola e Instituto Stanislavsky e Roteiraria. Atuou nos musicais “Godspell”, “The Tempest”, “Oh, Brother! e “Ivan Lins em cena” e em peças de teatro, tais como “Te amo, Franco Roo!” e “Te amo, Arô! ̈ dirigidas por Fernando Neves, “Feio” (prêmio APCA) e “Política da Editora” direção de Cíntia Alves, “Otelo 2018”, dirigido por John Mowat, entre outros.

Este projeto foi contemplado pela 16ª Edição do Prêmio Zé Renato – Secretaria Municipal de Cultura 

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