Literatura

Diários do Vampiro: O Confronto, de L. J. Smith

Uma linda jovem na escola se apaixona pelo cara mais bonito e misterioso. O amor entre os dois cresce, os consome e um se torna a coisa mais importante para o outro. Ela é uma humana, e ele um vampiro. Não importam os segredos e as privações que ambos terão de passar. O amor é maior que tudo isso. Já ouvimos essa história antes, não? Já, e alguns até estão cansados dela. Mas essa é diferente. Pelo menos melhor que aquela que imaginamos primeiro.

Diários do Vampiro: O Confronto, é o segundo livro da série criada pela escritora americana L. J. Smith, iniciada em 1991 e publicada aqui pela Galera Record. As personagens principais são Helena Gilbert, a aluna mais popular de Fell’s Church, e Stefan Salvatore, um vampiro amargurado com sua condição que faz de tudo para não ceder aos seus instintos.

Nesse livro, os dois já estão juntos, enfrentando Damon, irmão de Stefan e seu maior inimigo. O outro vampiro também se apaixona por Helena, e prometeu fazer de tudo para conquistá-la. O confronto entre os dois é de longa data, e a situação não passa de uma repetição do passado. Ambos eram apaixonados por Katherine, a vampira que há 500 anos os transformou. O confronto entre os dois levou à sua morte, e o mesmo pode acontecer agora.

A leitura de O Confronto começou complicada para mim. Não li o primeiro livro, O Despertar, então entrei totalmente perdida na história, sem saber quem eram as personagens e qual o enredo principal. Mas isso não foi um grande problema. Smith narra de forma direta e clara. Algumas vezes faltam detalhes sobre a trama, mas o ritmo constante de ação supre esse defeito. Logo, O Confronto se mostra uma história fácil e rápida de ler.

Tenho que ressaltar que o livro não traz nada de novo, nem em se tratando de uma história de vampiros para adolescentes nem quanto aos clássicos contos e livros sobre o tema. Porém, ele tem uma vantagem sobre o grande sucesso editorial da vez, Crepúsculo, de Stephenie Meyer: possui ação e um bom vilão. Damon é aquele tipo de vampiro que adoramos: arrogante, destemido, mata quem for preciso para chegar ao seu objetivo. É cínico, sedutor e, por isso, merece atenção. Enquanto Stefan é meloso e chato como Edward, de Meyer, lutando para não ser um vampiro de verdade.

A comparação entre as obras é inevitável, já que a premissa é praticamente a mesma. Helena consegue se igualar a Bella, mas não a considerei tão chata como a adolescente de Crepúsculo. Por se centrar muito mais na ação, não sobra muito espaço para Helena tecer comentários chorosos sobre sua relação com Stefan e Damon. Nem mesmo em seu diário, com passagens rápidas sobre o que acontece na mente dela.

O Confronto poderia ser melhor se as personagens e ações fossem mais trabalhadas. Algumas informações que considero necessárias para a construção das personagens podem ter sido abordadas apenas no primeiro livro de Diários do Vampiro, então a culpa não seria da autora, mas minha por não tê-lo lido. Pelo menos Smith poupa o leitor de ler repetidas vezes a mesma coisa. Contudo, tem muita coisa no livro que poderia ser melhor explorado. Smith soube como segurar o leitor na trama, o que se nota principalmente no final que deixa em aberto, para ser concluído apenas no terceiro livro, A Fúria, lançado recentemente. Sem dúvida, deixa os leitores presos na história e curiosos sobre o futuro de Helena, Stefan e Damon.

  • Bom como uma leitora simplesmente "apaixonada" por histórias de vampiros eu começei a ler Diários de vampiro recentemente e játendo lido toda a série da Meyer , a comparaçao é realmente inevitavel pois conhecidentemente os dois vampiro "bons " tem poderes e se apaixonam por uma humana em uma escola , porem o fator ação aparece impressionantemente maior em Diários de vampiros que não é tão romantico quanto a saga Crepúsculo mas atinge todas os requesitos para um livro que não deixa os leitores desgrudarem os olhos da leitura até que ela esteja concluída.
    Á só pra constar eu ainda amo o Edward porem o Damon é bem interessante.

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