
Não é segredo para ninguém: na 3E de D&D, apesar da diferença de background, o Feiticeiro e o Mago eram praticamente iguais. Um tinha mais magias, o outro mais talentos e diversidade de magias e também mais perícias e… Bem, certamente eram parecidos, mas o Mago era melhor e pronto. No preview apresentando os três primeiros níveis do Feiticeiro no site da Wizards que saiu hoje finalmente dá para dizer: eles são diferentes.
Para começar, o Feiticeiro não é um controller arcano como o mago, mas um striker arcano! Com isso, é possível ter um Mago e um Feiticeiro no mesmo grupo sem que um roube as funções do outro. Nos features, a lógica estranha da 4E me deixa com arrepios: Força no dano dos poderes mágicos? Força na CA? Pois é, eu sei, é estranho. No preview existem duas fontes de poder para o Feiticeiro: Magia Dracônica e Magia Selvagem.
A Magia Dracônica é o que se espera, resistência a energia de acordo com a ascendência dracônica escolhida pelo personagem, uns bônus aqui e lá, o padrão. O que me deu arrepios foi a Magia Selvagem: é muito ruim! Não que haja algum problema com o conceito por trás da mecânica: a treta é que a mecânica aleatória acaba sendo um pesadelo tanto para o jogador quanto para o mestre. Controlar todos os bônus aleatórios desta fonte de poder em níveis mais altos parece um verdadeiro desafio de memória e organização, provavelmente o contrário do que um jogador que joga com uma feature chamada Magia Selvagem buscava, né?
Como sempre na 4E, o Feiticeiro reúne algumas boas idéias com mecânica conceitualmente bizarra e uma certa falta de clima nas descrições dos poderes, o recente Open Grave havia mostrado um certo esforço em retomar o clima de fantasia meio que deixado de lado na 4E, será que foi só fogo de palha?








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