Grupo Dembaia apresenta “Yɛ̀lɛ Sira”

Na língua bambara, etnia habitante do oeste africano, “Yɛ̀lɛ Sira” significa “abre caminhos”. E é exatamente isso que o grupo Dembaia propõe com este espetáculo híbrido: abrir caminhos para experiências expandidas com a música, propagar saberes ancestrais do futuro e  trazer, em forma de música, poesia e performance a encruzilhada do encontro de cinco mulheres no…


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Na língua bambara, etnia habitante do oeste africano, “Yɛ̀lɛ Sira” significa “abre caminhos”. E é exatamente isso que o grupo Dembaia propõe com este espetáculo híbrido: abrir caminhos para experiências expandidas com a música, propagar saberes ancestrais do futuro e  trazer, em forma de música, poesia e performance a encruzilhada do encontro de cinco mulheres no resgate e afirmação de suas ancestralidades e identidade negra na arte contemporânea. Com financiamento do Edital Sesc Pulsar 2025, “Yɛ̀lɛ Sira” será apresentado no Arte Sesc, no Flamengo, nesta sexta-feira (28), às 19h, com entrada gratuita. Em seguida, o show segue em circulação em outras localidades.

Formado por Ana Magalhães, Dai Ramos, Sabrina Chaves, Tati Villela e Beà Ayòóla, que recentemente foi indicada pela terceira vez ao Prêmio Shell, um dos mais prestigiados do teatro brasileiro na categoria ‘Música’, o show é composto por composições autorais, releituras de canções populares brasileiras e poesias em performance, propondo uma experiência sinestésica que combina diversas linguagens artísticas e narrativas negras inovadoras. A África e suas influências na diáspora aparecem nos afoxés baianos de raízes Yorùbá, nas manifestações Bantu, no jongo, na rumba cubana, no ritmo yamamá da Guiné, no desert blues do Mali, no jazz, na capoeira e até no rock’n’roll, como ressalta a dançarina, musicista e fundadora do grupo, Sabrina Chaves. “Esse hibridismo sonoro interdimensional atinge todos os sentidos corporais e revela a riqueza e complexidade da nossa musicalidade.”

A soma da sonoridade polirrítmica e polifônica, das poesias e das performances traduzem sentimentos e apontam os caminhos percorridos pelo grupo, que permitem acessar a ancestralidade africana e imaginar futuros possíveis de vitalidade. Sendo assim, o show passa a mensagem de que existem cenários de criatividade na diáspora. “Queremos impactar o imaginário do público através da multisensorialidade, proporcionando uma viagem capaz de transportar as pessoas aos lugares de transcendência, paz, amor, fé, alegria, reflexão e consciência sobre a potência da arte negra”, completa.

SERVIÇO:

Arte Sesc

Data: 28 de março (sexta-feira)

Horário: 19h

Endereço: R. Marquês de Abrantes, 99 – Flamengo, Rio de Janeiro

Ingressos: Gratuito

PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

21/03 – Sesc São Gonçalo

25/03 – Sesc Copacabana 

28/03 – Arte Sesc

11/04 – Sesc Niterói

12/04 – Sesc Teresópolis 

17/04 – Sesc Ramos

18/04 – Centro Cultural Sesc Quitandinha (Petrópolis)

25/04 – Sesc Campos

29/04 – Sesc Tijuca