MiceGard: ratos vikings e uma jogabilidade que surpreende pela simplicidade

MiceGard chegou sem alarde, mas com uma proposta curiosa: colocar o jogador no comando de um grupo de ratos vikings em combates táticos, dentro de um mundo inspirado pela mitologia nórdica. A premissa, por si só, já carrega um charme peculiar — e talvez seja esse o maior trunfo do jogo.

A ambientação é simpática, com cenários isométricos bem desenhados e uma trilha sonora que, embora não memorável, cumpre seu papel. O jogo nos apresenta Micel, um rato guerreiro encarregado de proteger sua vila, MiceGard, de ameaças externas. Há uma tentativa de construir uma narrativa — com direito a sequestros, promessas de casamento e um vilão batizado de Rei Sapo — mas confesso que pouco disso se sustenta ao longo da campanha. A história parece mais um pano de fundo do que um motor narrativo. E talvez isso não seja exatamente um problema.

O que realmente me chamou atenção foi a jogabilidade. A mecânica de controlar um grupo em combate, mesmo que de forma minimalista, trouxe uma sensação de imersão que não esperava. É possível alternar entre formações — em V para ataques à distância, circular para defesa e uma livre, mais caótica — e isso adiciona uma camada estratégica interessante. Não é revolucionário, mas é honesto. E, em tempos de jogos que prometem mundos e entregam tutoriais infinitos, a honestidade é um valor.

MiceGard não tenta ser mais do que é. E talvez por isso funcione. A campanha é curta, com cerca de três horas de duração, e o desafio é equilibrado. Há falhas, claro — a tradução para o português, por exemplo, parece ter sido feita às pressas — mas nada que comprometa a experiência.

No fim das contas, MiceGard é aquele tipo de jogo que você joga sem grandes expectativas e termina com um leve sorriso. Não vai mudar sua vida, mas pode render boas horas de diversão. E às vezes, é só disso que a gente precisa.

MiceGard

MiceGard
5 10 0 1
5/10
Total Score

Music Drive: Chase the Beat: malandragem brasileira no volante

Jogo nacional sempre ganha um olhar mais atento por...

Pixel Zoo Ocean promove viagem sensorial e educativa pelo fundo do mar

O Pixel Zoo Ocean é uma experiência imersiva criada...

Sizeable: não gostar não quer dizer que é ruim

Tem jogo que é difícil de descrever e fácil...

Next of Kin: Epiphany: investigação sem tempero

Jogo de investigação depende muito de um gancho que...

Decco Torres ecoa a herança da Black Music Brasileira

Cantor agita a noite no Teatro Rival Petrobras em...

Isabel Clemente lança sua primeira antologia de crônicas

Em “Toda Escrita É Criativa”, jornalista e escritora, reúne...

Anime Death Stranding Isolations ganha trailer

A Kojima Productions divulgou o primeiro trailer de Death...

“Brasil, Letra & Música” reúne cena brasiliense

Após edições marcantes por praças como Porto Alegre, Pelotas...

5 filmes inusitados com Patrick Stewart

A trajetória de Sir Patrick Stewart no cinema costuma...