Jogo de investigação depende muito de um gancho que prenda o jogador, e é aí que Next of Kin: Epiphany tropeça comigo. Desenvolvido e publicado pela Spelkväll Games, ele chega ao Switch em 5 de novembro de 2026, por US$ 9,99. É uma aventura de investigação em pixel art com visão isométrica. Nela, o detetive particular Dennis Monroe persegue o Assassino da Epifania, que assombra a cidade de Mjolkebo há mais de vinte anos.
É o terceiro e último capítulo de uma trilogia, depois de Next of Kin e Fidelity, mas dá pra jogar sem conhecer os anteriores. Nos interrogatórios, há um sistema de expor contradições das testemunhas inspirado em Ace Attorney.
Confesso que joguei pouco. A exploração é legal, mas senti falta de uma pokébola, de um combate, de algo que fisgasse. E o barulho do texto é chato demais. Nessa mistura, não vi grandes acertos. Esse tipo de jogo, sem aventura pra captar a atenção, precisa de mais apelo visual do que sprites bonitos.
Como o jogo ainda nem saiu, a repercussão é pequena. O Nindie Spotlight deu 6,9 e viu elementos que funcionam, mas tropeços de execução. O SeekingTech, em primeiras impressões no PS5, gostou da trama e do ritmo das investigações. Já o Vulgar Knight, jogando no Switch, foi bem mais entusiasmado: achou o mistério previsível, mas divertido até o fim.
Pra quem curte investigação mais pausada e pixel art caprichado, pode funcionar. Pra mim, faltou tempero.
